Com questões que aproximam a teoria do cotidiano, a prova mais temida do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deverá favorecer candidatos Prova valoriza a cultura do estudante.

Números revelam muito. E não são nada favoráveis aos estudantes brasileiros quando o assunto é matemática. Mas, desta vez, a notícia é boa. Ao encerrar a série que solucionou 80 das 180 questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009, o caderno Vestibular traz um alento a quem se prepara para o exame: os testes da disciplina mais temida pelos candidatos se mostram acessíveis, exigindo leitura, interpretação, raciocínio lógico e, especialmente, bom senso. Mas que ninguém se engane. Será preciso ainda muito fôlego e conhecimento de teoria matemática.

Os baixos índices de aprendizagem da matemática no Brasil sempre figuram em avaliações de alunos em séries iniciais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e até na faculdade. Em uma comparação internacional, alunos brasileiros com 15 anos, idade padrão para participar do Pisa (sigla em inglês para Programa Internacional de Avaliação de Alunos), ocupam os últimos lugares. Estão na 53ª posição na disciplina entre os 57 países participantes. Portanto, atenção: você não é o único que está com medo da prova.

As deficiências na matemática, dizem especialistas, passa pela pouca relação entre o que se aprende na sala de aula e o cotidiano. Uma realidade que deve começar a mudar com o novo Enem. É o que prevê a professora Nara Regina Ribeiro da Silva, do Grupo Unificado, que resolveu as 20 questões que constam desta edição.

– A bagagem cultural vai ajudar muito na prova. Mas o candidato terá de interpretar, retirar dados e colocá-los no contexto matemático. A prova é longa e de cálculo intenso. Isso vai exigir concentração do início ao fim – avisa.

Para o professor Carlos Alberto Heredia Vianna, a prova têm elaboração refinada porque mostra transformação da linguagem corrente em linguagem matemática. Mas surpreendeu.

– Esperava mais conteúdos. Muitos ficaram de fora. É uma prova que vai abrir espaço em universidades federais e será difícil avaliar candidatos para os cursos da área
de exatas – diz.

Prepare-se
- Com 45 questões e cálculos do início ao fim, a prova exigirá esforço extra do estudante para manter a concentração. Essa capacidade deverá fazer a diferença entre os candidatos.
- Ler com atenção antes de iniciar a resolução do teste pode garantir o acerto.
- Comece a treinar a sua resistência na resolução de problemas, refazendo o máximo de exercícios possíveis.
- Atenção: conteúdos de geometria e probabilidade foram destaques na prova, além de problemas que envolvem regras de três.