Estar bem informado. Esse é o segredo para fazer uma redação que agrade à banca examinadora tanto dos vestibulares quanto do Enem. Na opinião de professores de redação de cursinho, a leitura de jornais e revistas é fundamental para o bom desempenho na temida redação.

Ninguém duvida que há muito o que se observar para fazer um texto digno de uma boa nota. Mas não adianta conhecer as regras gramaticais sem ter argumento. O vestibulando precisa estar consciente de que é avaliado, principalmente, pelo senso crítico e opinião, que só tem quem lê.

Temas que obrigam o aluno a refletir e a se posicionar diante de questões em voga no Brasil e no mundo são recorrentes nas provas de redação. Na que seria a última do Enem, cancelada por causa de fraude, o candidato teria que escrever sobre a valorização do idoso, apresentando experiência ou proposta de ação social que respeitasse os direitos humanos. Não foi à toa que cursinhos renomados apostaram na implementação de aulas de atualidades.

– Essa é a grande questão dos professores de redação. O jovem não está habituado a ler e, na época do vestibular, sobra pouco tempo – observa a professora Josiana Fonseca.

Evitando falar o clichê de que escreve bem quem lê, ela tenta convencer os alunos com os textos revelados pelas universidades como referência, após

as provas. Todos evidenciam, segundo Josiana, que o aluno se interessa por assuntos que vão além da colocação da crase.

Para ampliar o vocabulário, a professora Marlene Costa sugere algo que pode ser feito na praia ou deitado no sofá aos fins de semana, tanto quanto a leitura de um livro: palavra-cruzada. Longe do compromisso de uma sala de aula, o estudante acaba exercitando o conhecimento sem se dar conta de que está estudando.

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