Quando me formei em medicina no ano de 1954, havia no Brasil, no
máximo, 30 escolas médicas. Hoje são 178, sendo 31 escolas somente no
estado de São Paulo. Estimo que cerca de metade destas instituições de
ensino não tenha hospitais-escola que ofereçam residência médica
credenciada pelo Ministério da Educação (MEC).
Apesar destes números, a abertura de novas escolas de medicina continua a ser autorizada pelo governo. Esta situação é um descalabro. O Brasil atualmente tem 340.000 (trezentos e quarenta mil) médicos(as) e, em sua maioria, eles(as) estão mal distribuídos(as) pelo país.
A tendência de concentração médica está nas cidades de médio e grande porte; consequentemente, muitas cidades não tem sequer um(a) médico(a). Para o(a) jovem médico(a) poder exercer a profissão, ele(a) deve inscrever-se no Conselho Regional de Medicina (CRM) de seu estado.
Com o objetivo de melhorar o ensino das escolas médicas, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) realizou, no último mês de setembro, a primeira etapa da quinta edição do Exame do Cremesp, lançado em 2005.
A prova tem o intuito de avaliar o perfil dos(as) formandos(as) das escolas de medicina, e apontar as possíveis causas para os preocupantes resultados
obtidos até o presente.
Em 2008, o índice de reprovação dos(as) participantes do Exame do Cremesp foi de 61%. O presidente do Cremesp, Dr. Henrique Carlos Gonçalves, ressalta que a má formação médica tem refletido diretamente no aumento do número de denúncias de erros médicos que o conselho tem recebido.
Esta é a realidade triste da medicina brasileira como um todo. Professor J. C. Lane Professor Titular Colaborador Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp Fundação Centro Médico de Campinas
Apesar destes números, a abertura de novas escolas de medicina continua a ser autorizada pelo governo. Esta situação é um descalabro. O Brasil atualmente tem 340.000 (trezentos e quarenta mil) médicos(as) e, em sua maioria, eles(as) estão mal distribuídos(as) pelo país.
A tendência de concentração médica está nas cidades de médio e grande porte; consequentemente, muitas cidades não tem sequer um(a) médico(a). Para o(a) jovem médico(a) poder exercer a profissão, ele(a) deve inscrever-se no Conselho Regional de Medicina (CRM) de seu estado.
Com o objetivo de melhorar o ensino das escolas médicas, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) realizou, no último mês de setembro, a primeira etapa da quinta edição do Exame do Cremesp, lançado em 2005.
A prova tem o intuito de avaliar o perfil dos(as) formandos(as) das escolas de medicina, e apontar as possíveis causas para os preocupantes resultados
Em 2008, o índice de reprovação dos(as) participantes do Exame do Cremesp foi de 61%. O presidente do Cremesp, Dr. Henrique Carlos Gonçalves, ressalta que a má formação médica tem refletido diretamente no aumento do número de denúncias de erros médicos que o conselho tem recebido.
Esta é a realidade triste da medicina brasileira como um todo. Professor J. C. Lane Professor Titular Colaborador Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp Fundação Centro Médico de Campinas


