Diploma obrigatório para professores do ensino básico
A Câmara dos Deputados aprovou neste mês projeto que torna obrigatório
o diploma universitário e licenciatura para todos os professores do
ensino básico. A exigência passará a valer também para creches e
escolas de Ensino Fundamental e Médio, tanto na rede pública quanto na
privada. Trata-se de uma medida importante para qualificar o ensino
brasileiro.
É na educação básica que existe a necessidade dos melhores profissionais, pois é nesta fase que se constrói o alicerce da formação dos estudantes. Só que este projeto bem-intencionado, ainda na dependência de aprovação do Senado, precisa se transformar em prática.
Num país com dificuldades para contemplar até mesmo questões essenciais, a intenção vai exigir uma série de precondições para se transformar em realidade. A Lei de Diretrizes e Bases, de 1996, estabeleceu um período de 10 anos para que todos os professores do Ensino Fundamental tivessem o diploma superior.
O prazo chegou ao final e, como costuma ocorrer nesta e em outras áreas para as quais deveria ser concedido sempre tratamento prioritário, a situação pouco se alterou. Os dados oficiais indicam que, hoje, apenas 61,6% dos professores do ensino básico estariam dentro da lei se a exigência já estivesse valendo.
O elevado volume de educadores a ser treinado, portanto, reforça a visão de integrantes do Ministério da Educação (MEC), para os quais o mais prudente, nesta etapa, seria direcionar a lei para o ensino básico neste momento, deixando as creches para serem incluídas mais à frente. Hoje, uma das questões cruciais nessa área é o fato de os professores, de maneira geral, enfrentarem dificuldades para bancar um curso de nível superior.
Muitos deles começam a lecionar cedo e não têm como continuar os estudos. O resultado é que ganham pouco, entre outras razões, por não terem cursado uma universidade e não conseguem continuar se aprimorando porque não dispõem dos recursos necessários. A pretensão
da Câmara de exigir curso superior para todos
os professores do ensino básico já estará favorecendo a melhoria da
qualidade do ensino se contribuir para a lei ser posta em prática.
Um dos pressupostos para alcançar os objetivos nesta área em regiões mais remotas, nas quais sequer há curso superior, é apostar em alternativas como o ensino à distância, por exemplo. É indispensável que, em complemento à lei, o governo garanta os investimentos na formação de educadores e fiscalize adequadamente a execução de um cronograma para a universalização da medida.
Professores precisam contar com formação mínima para cumprir seu papel na educação de crianças e jovens, pois esses são os futuros profissionais, dos quais o país depende para expandir sua economia e se firmar como nação.
É na educação básica que existe a necessidade dos melhores profissionais, pois é nesta fase que se constrói o alicerce da formação dos estudantes. Só que este projeto bem-intencionado, ainda na dependência de aprovação do Senado, precisa se transformar em prática.
Num país com dificuldades para contemplar até mesmo questões essenciais, a intenção vai exigir uma série de precondições para se transformar em realidade. A Lei de Diretrizes e Bases, de 1996, estabeleceu um período de 10 anos para que todos os professores do Ensino Fundamental tivessem o diploma superior.
O prazo chegou ao final e, como costuma ocorrer nesta e em outras áreas para as quais deveria ser concedido sempre tratamento prioritário, a situação pouco se alterou. Os dados oficiais indicam que, hoje, apenas 61,6% dos professores do ensino básico estariam dentro da lei se a exigência já estivesse valendo.
O elevado volume de educadores a ser treinado, portanto, reforça a visão de integrantes do Ministério da Educação (MEC), para os quais o mais prudente, nesta etapa, seria direcionar a lei para o ensino básico neste momento, deixando as creches para serem incluídas mais à frente. Hoje, uma das questões cruciais nessa área é o fato de os professores, de maneira geral, enfrentarem dificuldades para bancar um curso de nível superior.
Muitos deles começam a lecionar cedo e não têm como continuar os estudos. O resultado é que ganham pouco, entre outras razões, por não terem cursado uma universidade e não conseguem continuar se aprimorando porque não dispõem dos recursos necessários. A pretensão
Um dos pressupostos para alcançar os objetivos nesta área em regiões mais remotas, nas quais sequer há curso superior, é apostar em alternativas como o ensino à distância, por exemplo. É indispensável que, em complemento à lei, o governo garanta os investimentos na formação de educadores e fiscalize adequadamente a execução de um cronograma para a universalização da medida.
Professores precisam contar com formação mínima para cumprir seu papel na educação de crianças e jovens, pois esses são os futuros profissionais, dos quais o país depende para expandir sua economia e se firmar como nação.


