Professores com inglês como língua nativa podem dificultar o aprendizado
Segundo
David Graddol, o inglês é falado como primeira língua em mais de 70
países e 74% das relações que usam o inglês, não incluem uma falante
nativo de inglês. A pequisa mostra ainda que o ideal é ter professores
que não tenham o inglês como língua nativa, eles podem até ser vistos
como uma entrave no aprendizado do inglês funcional.
“Eles
acabam transferindo aos alunos uma bagagem que preza o inglês mais
tradicional”, afirma o pesquisador. O que importa não é a perfeição da
gramática e da pronúncia, mas sim como os interlocutores usarão a
língua como instrumento de trabalho. “Jovens italianos ou alemães não
querem parecer britânicos ou americanos, querem manter o sotaque, pois
o que importa é a inteligibilidade da conversa.”
Sobre a idade ideal que uma criança deve inciar o estudo de língua estrangeira, o britânico diz que teoricamente uma criança que tem 11 anos e está na 5ª série (ou 6º ano) do ensino fundamental deve ter na carga horária semanal de cinco a seis horas destinadas para aprendizado de mais uma língua. Segundo o Ministério da Educação, atualmente as escolas de Ensino Médio e Fundamental oferecem uma ou duas aulas semanais de 45 a 50 minutos de línguas estrangeiras.
O que a legislação impõe é que a partir do 6º ano do ensino fundamental as escolas devem oferecer uma língua estrangeira, como o inglês, o espanhol, o alemão, o francês, o japonês e o mandarim.


