Empreender exige iniciativa, persistência, vontade e muito conhecimento sobre como administrar uma empresa.

Ter espírito empreendedor. Com certeza você já deve ter ouvido falar nisto e até mesmo lido ou estudado a respeito em algum momento. Também já deve ter pensado em trabalhar em algo seu, criar a sua empresa, por em prática os seus projetos.

Estas são ideias cada vez mais comuns entre os jovens, até mesmo antes de entrar no mercado de trabalho. E não é para menos. Especialistas indicam que o número de pessoas que vão estar à frente do seu próprio negócio deverá dobrar na próxima década, deixando para trás as carreiras profissionais mais formais.

Mas ser um empreendedor não é tarefa fácil. Primeiro porque exige iniciativa, persistência, vontade e uma atitude positiva sobre o seu trabalho. Também requer conhecimento, seja sobre o produto ou serviço que irá oferecer, seja sobre administraço de empresas.

É por isso que uma boa dica é buscar formação, seja no ramo em que irá atuar, seja investindo numa graduação como administração de empresas. E se no meio do caminho, você mudar de ideia, poderá tornar-se um administrador contratado, uma profissão muito bem remunerada atualmente, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas. "O mercado de trabalho para Administradores é bastante amplo, uma vez que a formação é em grande parte generalista. Assim, pode-se afirmar que sempre existem oportunidades, e se a economia cresce, as empresas têm maior demanda e recrutam mais profissionais", afirma o Coordenador do Curso de Administração da Faculdade IENH é Daniel Puffal.

O dia-a-dia dos administradores

E o tal espírito empreendedor bateu cedo nos estudantes de administração de empresas da faculdade IENH Marco Antonio Majolo,26, e Gustavo Rogério Forell, 26. Há cinco anos, quando os dois tinham 21 anos, mudanças na empresa que trabalhavam desde o final do curso técnico de eletrônica, cursado na Fundação Liberato, fizeram os dois mudarem também o seu rumo profissional. Eles deixaram de ser empregados para se tornarem empregadores. E escolheram o ramo da informática, em que já tinham experiência. "Nossos primeiros clientes foram pessoas que já conhecíamos. Depois, elas indicaram outras pessoas e continuamos trabalhando", descreve Gustavo.

Quanto ás tarefas que desempenham na sua empresa, contam que já passaram por quase todos os setores, incluindo vendas e setor administrativo. "Conforme a empresa crescia, nós fomos aprendendo e buscando cursos para poder entender melhor o funcionamento de cada parte", descrevem os sócios.

Cursar uma faculdade também foi uma decisão dos dois. "Fazemos quase um estágio permanente. Tudo o que aprendemos aqui acabamos testando na nossa
empresa", explica Marco.

E parece que além da formação que a faculdade está fornecendo, eles acabaram encontrando também mão-de-obra para a empresa. Dois colegas foram chamados para trabalhar junto.

Questionados sobre a possibilidade de voltarem a ser empregados, eles confessam que não pensam nisto agora. "Mas seríamos bons funcionários, pela conhecimento que temos hoje, pela visão mais ampla que adquirimos de como é uma empresa", comentam.

Pesquisa

Em uma pesquisa feita pela GEM (Global Entrepreneurship Monitor) no ano passado revelou que os jovens no País estão empreendendo mais.

- Entre os brasileiros de 18 a 24 anos, 15% empreende. Atualmente, o Brasil conta com 3,82 milhões de jovens à frente de novos negócios.

- Entre os empreendedores brasileiros, 25% são jovens, o que coloca o país em terceiro lugar no ranking mundial, atrás apenas do Irã (29%) e da Jamaica (28%).

- E o motivo que leva os jovens a serem donos do próprio negócio são as oportunidades surgidas, com 68%. A necessidade é a razão para outros 32%.

- Há uma maior qualificação dos jovens antes de entrar no mercado para abrir uma empresa.