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Cursos para quem sabe o que quer
Matrículas em graduações tecnológicas, que direcionam para uma área específica de atuação, são as que mais crescem no país.
O novo censo da Educação Superior, que será divulgado até o final do ano pelo Ministério da Educação, deverá confirmar uma tendência: as matrículas em cursos superiores de tecnologia são as que mais crescem no país.
Nos últimos cinco anos, os índices mostram um crescimento de 327%, contra 40% em bacharelados e licenciaturas. O que mais atrai os estudantes é a possibilidade de aprender uma atividade e chegar logo ao emprego.
A motivação pela escolha dos cursos e o perfil dos estudantes foram pesquisados por Andréa Andrade, diretora de Regulação da Educação Profissional do Ministério da Educação (MEC), em dissertação de mestrado, defendida este ano na Universidade de Brasília (UnB).
Ela entrevistou 625 pessoas. O estudo revelou que o aluno dessa modalidade de graduação (59%) tem, em média, entre 18 e 23 anos, e, apesar da juventude, sabe o que quer: começar a trabalhar.
A expectativa dos estudantes se confirma em outra pesquisa feita em São Paulo. O levantamento é do Centro Paula Souza e mostra que 92,8% dos alunos formados pelas Faculdades de Tecnologia do Estado (Fatecs) estão empregados um ano depois de graduados.
Na média, os formados pela escola ganham quatro salários mínimos e, após um ano, passam a receber 5,5 salários. Os setores que mais empregam, diz o estudo, são a indústria (24,1%), seguida por informática (21%) e serviços (20,7%). O universo pesquisado é de 18.588 alunos (65,2% dos 26.912 matriculados na instituição).
– Mesmo com o bom desempenho, ainda há preconceito com a graduação. Isso é fruto da desinformação. Além de um catálogo nacional, o MEC planeja um seminário internacional sobre a formação, porque o crescimento dos tecnológicos é mundial – diz Andréa.
No Rio Grande do Sul, a procura por cursos
tecnológicos é alta. Conforme a Associação dos
Tecnólogos do Estado, que calcula em 40 mil o número de profissionais
já formados, não há um estudo sobre a empregabilidade e o perfil dos
alunos, mas o investimento cresce a cada ano nas redes privada e
pública.
O destaque é para a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) que, em concurso extraordinário este ano, inaugurou a oferta com 10 currículos. Uma explicação para o sucesso está no fato de os cursos serem criados a partir de demandas de mercado. Na Universidade de Passo Fundo (UPF), 14 graduações tecnológicas surgiram nos últimos dois anos.
Estudo mostra que 86% dos estudantes levaram em conta o mercado na hora de escolher o curso 45% dizem que “é um curso focado numa área com boas chances de emprego” e 41% dizem que “o mercado valoriza o diploma de curso superior tecnológico.”
O novo censo da Educação Superior, que será divulgado até o final do ano pelo Ministério da Educação, deverá confirmar uma tendência: as matrículas em cursos superiores de tecnologia são as que mais crescem no país.
Nos últimos cinco anos, os índices mostram um crescimento de 327%, contra 40% em bacharelados e licenciaturas. O que mais atrai os estudantes é a possibilidade de aprender uma atividade e chegar logo ao emprego.
A motivação pela escolha dos cursos e o perfil dos estudantes foram pesquisados por Andréa Andrade, diretora de Regulação da Educação Profissional do Ministério da Educação (MEC), em dissertação de mestrado, defendida este ano na Universidade de Brasília (UnB).
Ela entrevistou 625 pessoas. O estudo revelou que o aluno dessa modalidade de graduação (59%) tem, em média, entre 18 e 23 anos, e, apesar da juventude, sabe o que quer: começar a trabalhar.
A expectativa dos estudantes se confirma em outra pesquisa feita em São Paulo. O levantamento é do Centro Paula Souza e mostra que 92,8% dos alunos formados pelas Faculdades de Tecnologia do Estado (Fatecs) estão empregados um ano depois de graduados.
Na média, os formados pela escola ganham quatro salários mínimos e, após um ano, passam a receber 5,5 salários. Os setores que mais empregam, diz o estudo, são a indústria (24,1%), seguida por informática (21%) e serviços (20,7%). O universo pesquisado é de 18.588 alunos (65,2% dos 26.912 matriculados na instituição).
– Mesmo com o bom desempenho, ainda há preconceito com a graduação. Isso é fruto da desinformação. Além de um catálogo nacional, o MEC planeja um seminário internacional sobre a formação, porque o crescimento dos tecnológicos é mundial – diz Andréa.
No Rio Grande do Sul, a procura por cursos
O destaque é para a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) que, em concurso extraordinário este ano, inaugurou a oferta com 10 currículos. Uma explicação para o sucesso está no fato de os cursos serem criados a partir de demandas de mercado. Na Universidade de Passo Fundo (UPF), 14 graduações tecnológicas surgiram nos últimos dois anos.
Estudo mostra que 86% dos estudantes levaram em conta o mercado na hora de escolher o curso 45% dizem que “é um curso focado numa área com boas chances de emprego” e 41% dizem que “o mercado valoriza o diploma de curso superior tecnológico.”


