Sobre o uso da nota das provas objetivas do Enem, que devem compor 10%
do total do desempenho dos vestibulandos da UFPR, o reitor disse que a
universidade fez uma solicitação formal ao Ministério da Educação, para
receber os resultados até o dia 5 de janeiro.
“Há uma boa vontade do ministério, que garantiu que irá fazer o possível”, disse Zaki. “Acredito que o nosso pedido terá atendido.” Nos últimos dois anos, a UFPR criou 23 novas opções de cursos de graduação e ampliou em 30,1% o total de vagas, que até 2007 era de 4.099. Do total de 5.334 vagas, 1.808 estão em 30 cursos exclusivamente noturnos. Até 2007, o total de vagas noturnas no vestibular da UFPR era de apenas 978.
Em dois anos, o total dessas vagas cresceu 84,9%. Do 43.796 candidatos inscritos na atual edição do vestibular da UFPR, 9.220 concorrem às cotas sociais, que reservam 20% das vagas para candidatos que sempre estudaram em escola pública.
Outros 1.995 disputam as cotas raciais, que destinam o mesmo percentual a candidatos negros. Concorrem a vagas extras —uma em cada opção de curso— 82 candidatos portadores de deficiência. Esses candidatos, que farão a prova no Setor de Ciências Agrárias da UFPR, terão um acesso exclusivo ao local, através da rua Jaime Balão.
Especiais — Entre os candidatos a uma vaga da UFPR, um grupo se destaca no empenho em vencer as dificuldades. São os alunos com necessidades especiais, que fazem a prova em salas reservadas e com todo auxílio para que possam realizar o concurso com tranqüilidade e segurança. Deles, 82 se inscreveram à reserva de vagas para portadores de deficiências e obtiveram aceite, outros tantos não participaram das bancas e concorrem sem qualquer diferenciação ou ainda, nas cotas sociais ou raciais.
Eduardo Andrade, 18 anos, presta seu 10º vestibular para Medicina, mas o primeiro como cadeirante. Ele sofreu um acidente há um ano, quando voltava do Mato Grosso do Sul, onde foi prestar mais um concurso. Teve uma lesão na medula e ficou um mês em coma.
“Voltei a estudar há pouco
tempo, então este vestibular vai servir como
preparatório para os próximos”, conta ele, que se inscreveu para
reserva de vagas para pessoas com deficiência mas perdeu a data da
banca. “Acho a reserva de vagas muito positiva, mas uma por curso é
pouco para quem já tem que superar tantas coisas.
O ideal seria que fossem cinco por curso”, opina. Para Jairo Amauri Abdon Jr, 28 anos, a reserva de vagas “representa ter uma chance a mais, o que não é pouco num vestibular concorrido como o da UFPR”.
Ele tenta uma vaga em Direito e preparou-se o ano todo. Portador de deficiência visual devido a uma retinopatia aos 24 anos, ele teve no vestibular o auxílio de um ledor e redator. “Pensei em fazer a prova em Braille, mas é muito mais demorado. Dessa outra forma, é rápido e prático”, explica. Ele esqueceu de conferir a data da banca e está fora da disputa nas vagas especiais.
“Há uma boa vontade do ministério, que garantiu que irá fazer o possível”, disse Zaki. “Acredito que o nosso pedido terá atendido.” Nos últimos dois anos, a UFPR criou 23 novas opções de cursos de graduação e ampliou em 30,1% o total de vagas, que até 2007 era de 4.099. Do total de 5.334 vagas, 1.808 estão em 30 cursos exclusivamente noturnos. Até 2007, o total de vagas noturnas no vestibular da UFPR era de apenas 978.
Em dois anos, o total dessas vagas cresceu 84,9%. Do 43.796 candidatos inscritos na atual edição do vestibular da UFPR, 9.220 concorrem às cotas sociais, que reservam 20% das vagas para candidatos que sempre estudaram em escola pública.
Outros 1.995 disputam as cotas raciais, que destinam o mesmo percentual a candidatos negros. Concorrem a vagas extras —uma em cada opção de curso— 82 candidatos portadores de deficiência. Esses candidatos, que farão a prova no Setor de Ciências Agrárias da UFPR, terão um acesso exclusivo ao local, através da rua Jaime Balão.
Especiais — Entre os candidatos a uma vaga da UFPR, um grupo se destaca no empenho em vencer as dificuldades. São os alunos com necessidades especiais, que fazem a prova em salas reservadas e com todo auxílio para que possam realizar o concurso com tranqüilidade e segurança. Deles, 82 se inscreveram à reserva de vagas para portadores de deficiências e obtiveram aceite, outros tantos não participaram das bancas e concorrem sem qualquer diferenciação ou ainda, nas cotas sociais ou raciais.
Eduardo Andrade, 18 anos, presta seu 10º vestibular para Medicina, mas o primeiro como cadeirante. Ele sofreu um acidente há um ano, quando voltava do Mato Grosso do Sul, onde foi prestar mais um concurso. Teve uma lesão na medula e ficou um mês em coma.
“Voltei a estudar há pouco
O ideal seria que fossem cinco por curso”, opina. Para Jairo Amauri Abdon Jr, 28 anos, a reserva de vagas “representa ter uma chance a mais, o que não é pouco num vestibular concorrido como o da UFPR”.
Ele tenta uma vaga em Direito e preparou-se o ano todo. Portador de deficiência visual devido a uma retinopatia aos 24 anos, ele teve no vestibular o auxílio de um ledor e redator. “Pensei em fazer a prova em Braille, mas é muito mais demorado. Dessa outra forma, é rápido e prático”, explica. Ele esqueceu de conferir a data da banca e está fora da disputa nas vagas especiais.


