A aposentada Sandra Vidigal, candidata a uma das vagas ao curso de Dança da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) invadiu a assessoria de imprensa, no final da tarde deste domingo, para reclamar da demora na intervenção da comissão organizadora do vestibular em uma questão da prova de Geografia.

Na hora da invasão a coordenadora do Vestibular 2010 da UFMG , Vera Resende, concedia entrevista para a imprensa. A reclamação deixou a coordenadora visivelmente constrangida.

"Foram quase três horas para escrever num quadro todo estragado, com giz, a questão. A funcionária também não conseguia escrever o texto. Quase que me disponibilizei para escrever com minha letra cursiva de professora no quadro", esbravejou.

A reclamação da candidata começou devido a um problema de impressão numa das questões da prova de Geografia. Segundo a coordenadora, o enunciado foi cortado quando a prova foi impressa.

Para evitar a anulação da questão, uma Junta da Comissão Permanente do Vestibular (Copeve) decidiu por escrever a questão inteira nos quadros de todas as salas das 16 cidades onde aconteceu o processo seletivo. Com isso, o chamado período de sigilo, que deveria ter terminado às 16h25, só ocorreu às 17h57.

"Precisamos transmitir a errata para todas as cidades e depois ter a certificação de que todos os candidatos tiveram conhecimento do problema e tempo para fazer a prova. Nós não podemos liberar os candidatos antes que todos tenham conhecimento desta errata", explicou Vera.

Sobre as reclamações da candidata Sandra Vidigal, a coordenadora disse que durante a realização das provas, a universidade prioriza a segurança do vestibular.

"A candidata se sentiu prejudicada, reclamou, é um direito que ela tem de reclamar. Porém, no vestibular a gente tem como primeiro princípio o da segurança. Então a gente não pode levar todas as pessoas ao mesmo tempo (ao banheiro) a gente leva duas pessoas acompanhadas. O que não podemos é abrir mão da segurança", afirmou.

Sobre a reclamação de quadros negros mal conservados e pequenos, além de funcionários despreparados, Vera Resende explicou que a reclamação da candidata é isolada.

"Nós usamos muitos setores, pode ser que algum quadro não tenha sido grande o suficiente para receber a errata do tamanho que era, nós tivemos que escrever toda a questão (com todas as alternativas). Então pode ser que tenha sido escrito em letras pequenas e pode ser que a candidata tenha tido dificuldades de enxergar. Foi um caso isolado, não teve outras reclamações", garantiu.

Vera Resende informou ainda que até às 17h45 pelo menos 15 candidatos foram eliminados por terem sido flagrados com algum tipo de aparelho eletrônico.

O índice de abstenção neste vestibular ficou em 9, 27%, abaixo do índice do ano passado.

Matemática
Mesmo com a demora para sair, a maioria dos estudantes disse estar confiante na aprovação, apesar de muitos reclamarem do grau de dificuldade da prova de Matemática.

¿Estava super complicada, eu diria que de zero a dez, um grau oito de dificuldade, avaliou a candidata Silvia Mara Acácio Ribeiro Araújo, que disputa, pela 2ª vez, uma vaga para o curso de Enfermagem: "No ano passado fui treineira (fez apenas para ter experiência)", disse.

A estudante Jéssica Poliana de Souza concordou: "Todas as provas estavam mais ou menos difíceis, mas a de Matemática estava mais, realmente", disse.

Natália Lima e Silva também achou que a prova de Matemática exigiu mais dos candidatos. "Mas vai dar para passar. É ver o Cruzeiro ganhar (e ganhou por 3 a 1) e ser aprovada", brincou.