Quando chega a hora de preencher a ficha de inscrição de qualquer vestibular, o que não faltam são critérios de escolha. Ter aptidão na área ou almejar uma carreira com fama de pagar bem são alguns deles. Um outro fator que leva muitos vestibulandos a decidir qual curso fazer é a demanda do mercado e uma colocação quase que garantida após a entrega do diploma. Porém, a escolha de uma profissão é algo muito sério e merece o devido cuidado, mesmo que ela esteja em alta. Mas o que então levar em conta na hora de escolher uma profissão?

Afinidade

"Lógico que a pessoa deve procurar trabalhar em algo que tenha perspectivas, mas ela também precisa ter afinidade", argumenta a psicóloga Valéria Mota, gerente executiva de seleção da MRH Gestão de Pessoas e Serviços. De fato, emenda o consultor em Recursos Humanos, Israel Araújo, mesmo com um crescimento particular em algumas áreas, este fator não deve ser o único a ser considerado na escolha de uma profissão.

"Certa vez, no meio de uma reunião, me perguntaram: qual é o tipo de profissional que o mercado mais necessita? Respondi na hora: o bom profissional. Portanto, seja qual for a sua área de atuação, se você for bom e se destacar, será bem sucedido", afirma.

Expectativas

Assim, antes de fazer a opção, ele orienta para que se faça a seguinte pergunta: "O que você espera de uma carreira profissional bem sucedida? Popularidade, riqueza, respeito, qualidade de vida, realização, tranquilidade? Seja qual for a sua resposta, a escolha de uma carreira deve estar pautada naquilo que realmente lhe traz satisfação, tem a ver com encontrar a felicidade fazendo o que sabe num lugar em que se sinta confortável para crescer profissionalmente
e realizar-se pessoalmente".

Para ele, as pessoas têm necessidades humanas básicas e, dentre elas, no topo de uma certa hierarquia dessas necessidades, está a de ser reconhecida, valorizada, prestigiada. "Profissionais buscam cada vez mais um caminho diferente para suas carreiras, direcionando a busca pelo emprego dos sonhos para uma posição onde possam se sentir verdadeiramente úteis, insubstituíveis e produtivos", fala. (ADJ)

RESULTADOS NO CEARÁ
Colocações pelo Sine/IDT foram recorde em 2009

Neste ano, o desempenho do mercado de trabalho no Ceará já pode ser motivo de comemoração. Dados do Sine/IDT apontam que no acumulado do ano, até a última semana, o número de colocação de profissionais por meio da entidade cresceu 10,75% sobre o registrado no mesmo período de 2008. Foram 88.070 inserções ante 79.520 em 2008. "Mesmo com a expectativa de retração no início do ano, o número de inserções bateu o recorde da série histórica, considerando os 30 anos de existência do Sine/IDT no Estado", comemora o coordenador de Intermediação de Profissionais do órgão, Antenor Tenório.

Quem mais emprega, atualmente, no Estado é o setor industrial, com 38% das contratações. "Vale destacar que até o ano passado a indústria era o segundo", conta. Em seguida, vêm os setores de serviços (28%), comércio (11%) e a construção civil (7%). "Para 2010, esse cenário deverá permanecer o mesmo. A indústria deve continuar empregando bem", diz.

Para Tenório, a construção civil também deverá ser destaque, assim como as ocupações relacionadas a esta área como eletricistas, soldadores, ferreiros, operador de máquina, dentre outras. "Não devemos esquecer que o ano que vem é um ano de eleição, o que aquece muitos setores de atividades", completa Tenório. (ADJ)