O segundo dia de provas da segunda fase da Fuvest teve conteúdos
atuais, como a Amazônia, o LHC (Grande Acelerador de Partículas,
considerado um grande avanço na ciência neste ano) e a crise em
Honduras.
A prova tinha 20 questões de 7 disciplinas (matemática, física, química, biologia, geografia, história e inglês), com itens A, B, C e até D. Algumas eram interdisciplinares.
O conjunto é uma das novidades apresentadas este ano pela Fuvest, que pretende selecionar candidatos com maior discernimento crítico. Os professores de cursinhos ouvidos pelo Estado consideraram o exame bem elaborado.
"Elas estavam niveladas e não privilegiam nenhuma área", afirma Fábio Rendelucci, coordenador de vestibular do COC de São Paulo. Para ele, bastava o candidato ler e interpretar. "Também era preciso saber o que acontece no mundo para fazer as de atualidades." A Amazônia apareceu em duas questões. Uma pedia que o aluno comparasse dois textos com propostas para a resolução de problemas socioambientais.
Outra, que contextualizasse a ocupação da região entre os séculos 19 e 20, considerando a situação dos nordestinos que foram trabalhar em seringais. "Foi uma questão inteligente", disse Silva. O diretor da Oscip Amigos da Terra - Amazônia Brasileira, Roberto Smeraldi, discordou.
No Twitter, ele disse que o problema foi assumir que "só na Amazônia tem" terra indígena e Unidade de Conservação (UC). "Com provas como esta, dá para entender porque o brasileiro é ignorante sobre Amazônia", escreveu. As questões de química e física foram apontadas como difíceis. Rendelucci disse que a 5 e a 6, que falavam de reações químicas, poderiam causar confusão.
Já Caio Calçada, do Objetivo, apontou que os candidatos de Humanas tiveram dificuldade em física, que cobrou eletricidade e cinemática. "O nível foi elevado." Edmilson Motta, coordenador geral do Etapa, considera a prova de ontem decisiva. "Vai conseguir classificar mesmo as notas, de 0 a 100."
Na Faculdade de Educação da USP, no Butantã, Larissa Rabello, de 18 anos, candidata a Letras, havia perdido a esperança. "O conteúdo estava muito específico. As mudanças deste ano me prejudicaram." Dos 37.603 convocados, faltaram 2.779, abstenção de 7,39%. Ontem o índice de ausências foi de 7,1%, o maior da década. Hoje há as provas específicas, com 12 questões de duas ou três disciplinas.
A prova tinha 20 questões de 7 disciplinas (matemática, física, química, biologia, geografia, história e inglês), com itens A, B, C e até D. Algumas eram interdisciplinares.
O conjunto é uma das novidades apresentadas este ano pela Fuvest, que pretende selecionar candidatos com maior discernimento crítico. Os professores de cursinhos ouvidos pelo Estado consideraram o exame bem elaborado.
"Elas estavam niveladas e não privilegiam nenhuma área", afirma Fábio Rendelucci, coordenador de vestibular do COC de São Paulo. Para ele, bastava o candidato ler e interpretar. "Também era preciso saber o que acontece no mundo para fazer as de atualidades." A Amazônia apareceu em duas questões. Uma pedia que o aluno comparasse dois textos com propostas para a resolução de problemas socioambientais.
Outra, que contextualizasse a ocupação da região entre os séculos 19 e 20, considerando a situação dos nordestinos que foram trabalhar em seringais. "Foi uma questão inteligente", disse Silva. O diretor da Oscip Amigos da Terra - Amazônia Brasileira, Roberto Smeraldi, discordou.
No Twitter, ele disse que o problema foi assumir que "só na Amazônia tem" terra indígena e Unidade de Conservação (UC). "Com provas como esta, dá para entender porque o brasileiro é ignorante sobre Amazônia", escreveu. As questões de química e física foram apontadas como difíceis. Rendelucci disse que a 5 e a 6, que falavam de reações químicas, poderiam causar confusão.
Já Caio Calçada, do Objetivo, apontou que os candidatos de Humanas tiveram dificuldade em física, que cobrou eletricidade e cinemática. "O nível foi elevado." Edmilson Motta, coordenador geral do Etapa, considera a prova de ontem decisiva. "Vai conseguir classificar mesmo as notas, de 0 a 100."
Na Faculdade de Educação da USP, no Butantã, Larissa Rabello, de 18 anos, candidata a Letras, havia perdido a esperança. "O conteúdo estava muito específico. As mudanças deste ano me prejudicaram." Dos 37.603 convocados, faltaram 2.779, abstenção de 7,39%. Ontem o índice de ausências foi de 7,1%, o maior da década. Hoje há as provas específicas, com 12 questões de duas ou três disciplinas.


