Em busca do sonho Unicamp, alunos de todo o país chegavam aos poucos no Ciclo Básico II para o último dia de provas (matemática e inglês) da 2ª fase do Vestibular 2010, nesta quarta-feira. “É um sonho, mas uma meta também”, ressalva Bruno Cardoso, 19 anos, de Sumaré.

Ele chegou por volta das 12h20 e acha que “dá para entrar tranquilamente no curso de química”. “As matérias que eu tenho facilidade, das áreas de humanas, eu estou indo bem. Mas no geral, as provas não estão apresentando grandes dificuldades”, justifica.

Mas se não passar “tento novamente o ano que vem”, insiste. “Estou prestando somente Unicamp porque além de ser uma excelente universidade quero ficar perto de minha família”, revela.

Bruno, que trabalhou em uma empresa de call center até conseguir pagar o cursinho pré-vestibular, conta que já faz colégio técnico em química e pretende conciliar a faculdade com o curso técnico. “Falta apenas um ano para finalizar o técnico”, diz.

Ao contrário de Bruno, Jonatas Magalhães, 22 anos, teve que trancar o curso de graduação em geografia na Puc-Campinas. “Grana”, lamenta. Na Unicamp, ele sonha com o mesmo curso. “Achei muito cansativa a sequência de provas, mas com paciência e tranquilidade dá para passar”, anima-se.

Se depender de tranquilidade, Fábio Rabelo, 19 anos, já está dentro. Enquanto o nervosismo tomava conta de muita gente, ele tirava um cochilo antes da prova. “Faço Fatec [Faculdade de Tecnologia] em Americana, a rotina é muito dura, tenho que acordar às 5 horas da manhã para conseguir pegar o ônibus de Campinas para Americana”, justifica, ainda meio sonolento. A Unicamp tem fama, é um sonho, e, além do mais, significará uma rotina,
quem sabe, menos cansativa, admite Fábio, pois “se passar no vestibular para química, abandono o curso na Fatec”.

Sobre a prova desta quarta-feira Gabriele Milan Dias, 18 anos, não tinha dúvida. “Vai ser o dia mais difícil, sou meio ruinzinha em matemática”. Gabriele vai prestar Odontologia e prefere esperar sair o resultado dos outros vestibulares para fazer planos sobre o futuro. Ela também prestou Unesp e Fuvest.

Já Melina Moreira Navarro, de 28 anos, que está tentando pedagogia, dá mostras do que pretende para o futuro: “Hoje em dia concurso público é uma boa alternativa porque ele dá uma maior estabilidade de emprego, coisa que na iniciativa privada está cada vez mais difícil”, diz ela, que trabalha no setor administrativo da Prefeitura de Sumaré.