As notas de corte da Fuvest subiram pelo menos dois pontos neste ano com relação ao anterior. Medicina, a mais alta de todas, passou de 71 para 74. Jornalismo, de 61 para 64. Engenharia Aeronáutica, de 64 para 69. A nota de corte é a quantidade mínima de acertos necessária para passar para a segunda fase do vestibular. A prova tem 90 questões, mas, neste ano, uma delas foi anulada.

Mas o que mais surpreende é o aumento com relação às provas feitas no fim de 2005, a chamada Fuvest 2006. O ano foi o último em que o vestibular tinha ainda 100 questões e não existiam também as perguntas interdisciplinares (que representam no ano passado e neste ano 10% do vestibular).

Como havia mais questões, as comparações precisam ser feitas porcentualmente. Em 2005, Medicina teve nota de corte de 73 pontos, ou seja, 73% de acertos. Agora em 2007, os 74 pontos representam 83%. Em Engenharia Aeronáutica, pulou de 66% para 77,5%.

A Fuvest não gosta de dizer que a prova ficou mais fácil depois da mudança. Na época, a USP deixava claro que havia uma necessidade de "aproximar a prova dos alunos de escolas públicas", que não tinham êxito no vestibular. Professores de cursinhos classificaram a primeira fase deste ano como "simples", "direta", "sem pegadinhas". A Fuvest insiste que nada mudou. Teriam então nossos jovens vestibulandos melhorado?