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O desafio de morar sem os pais
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Conciliar panelas e vassouras com apostilas e revisões. Pode parecer estranho, mas esse é o grande desafio dos (muitos) jovens que se mudam para Curitiba nessa época do ano especialmente para terminar o ensino médio ou fazer cursinho. Em busca de mais chances para se preparar melhor para as exigências do vestibular, especialmente o da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o dia a dia destes estudantes é tentar equilibrar os estudos, as tarefas domésticas e as contas a pagar.
Contando os dias para se mudar para Curitiba, Guilherme Marafon, de 18 anos, diz que realmente se sente ansioso, mas muito confiante com essa nova etapa de sua vida. Morador de Paranaguá, o estudante vai dividir um apartamento com um amigo e fazer cursinho em busca de uma vaga em Medicina na Federal.
“Quando surgiu a ideia de morar na capital, fiquei preocupado de não
conseguir me sair bem, mas logo vi que só tenho a ganhar com essa
oportunidade”, explica.
Quanto à rotina de conciliar estudos e tarefas domésticas, Marafon garante que isso não o assusta. “Já tenho o costume de ajudar minha mãe em casa, então tenho noção do que fazer”, explica. Para dar uma forcinha na faxina, a mãe do estudante deve visitá-lo de vez em quando e planeja visitar a família em Paranaguá todos os fins de semana. “Assim, mato as saudades e ainda levo uma mala com minhas roupas sujas para serem lavadas e trazê-las limpas para Curitiba.”
Vida nova
Segundo Ivo Carraro, psicólogo e coordenador de atendimento ao aluno da sede Batel do Curso Positivo,
casos como o de Guilherme são bastante comuns. “Recebemos muitos
estudantes nessa situação, vindos de outras cidades. Para eles o ano de
vestibular é ainda mais intenso. Não se trata só de estudar bastante,
mas de, muitas vezes, morar longe da família e dos amigos, abrir mão de
certas ‘mordomias’ e começar uma nova vida com apenas 16 ou 17 anos”,
comenta.
Carraro explica que, em situações como essas, é nítido o amadurecimento
– muitas vezes forçado – dos jovens. “Nas primeiras semanas, notamos
que eles sentem saudades, ficam mais ansiosos e, especialmente os que
moram sozinhos, reclamam da solidão e de não ter com quem dividir o
cotidiano. Mas logo eles se acostumam, fazem novos amigos, focam no
vestibular e todos esses problemas se tornam secundários”, comenta o
psicólogo.
Para Deivid Pereira, de 23 anos, que mora em Curitiba desde o fim de 2007 para fazer cursinho, o resultado mais positivo de viver sem família é justamente essa possibilidade de amadurecimento. “É uma rotina árdua, mas muito prazerosa, porque me leva a ser mais adulto e dar valor ao que realmente importa na vida”, comenta o estudante que nasceu em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
Autonomia
É necessário ter muita atenção para que a ansiedade nessa nova fase
não seja prejudicial para o vestibulando. “Sem os pais para cobrar,
muitos podem ficar acomodados e não estudar ou, no outro extremo,
estudar demais por não ter quem faça um controle”, diz o psicólogo Tonio Luna
Cinco dicas para se sair bem nessa nova fase:
Organização sempre
Monte um cronograma de horários e tente segui-lo à risca. Para isso, escreva sua rotina e a deixe visível em vários cômodos da casa, assim você a vê com frequência e não se esquece dos compromissos (principalmente das contas!).
Não se desespere!
Essa é a regra número 1. Em muitos casos, a adaptação é difícil e é comum que o aluno tenha uma queda de rendimento nessa transição já que, em geral, a escola antiga era bem menos puxada que o novo colégio ou cursinho. Por isso, é importante não se desesperar e manter o foco nos estudos.
Não se cobre tanto
Em relação às tarefas domésticas, não precisa se cobrar demais. Provavelmente você não terá tempo para deixar sua casa “brilhando” todos os dias, então tente fazer o seu melhor para manter o apartamento limpo e organizado.
Saudades, sim!
Sentir saudades é normal, principalmente nas primeiras semanas, e pode ser bom para você descobrir o quanto ama as pessoas que ficaram na sua cidade. Não perca tempo se lamentando por essas ausências e procure fazer novos amigos. Isso com certeza ajuda a amenizar essa falta.
Procure a sua turma
Ao chegar na nova cidade, você não precisa se sentir “um peixe fora d’água”. Curitiba, por exemplo, tem um grande número de pessoas vindas de outras cidades, então é muito fácil encontrar outros estudantes que também estão longe da família. Também é possível fazer amizade com os curitibanos.
Fontes: Tonio Luna, psicólogo. Ivo Carraro, psicólogo e coordenador de atendimento ao aluno da sede Batel do Curso Positivo.
1 Comentário:
|
Jan 19, 2010
Nota:
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Jeovan disse:
Sou de Ubiratã e este an
|

Autor/Admin)
