Gabriela Guimarães Gonçalves, de 19 anos, foge ao estereótipo de
estudante “CDF”. Não vive grudada nos livros, é de uma família
acostumada a lidar com contas – a mãe é contadora e o pai,
administrador – e dependeu de bolsas para completar os estudos no
Colégio dos Santos Anjos, uma das instituições particulares mais
tradicionais de Joinville. Após dois anos de cursinhos pré-vestibulares
e dez tentativas de ingressar na faculdade, ontem ela teve o esforço
mais do que recompensado.
A garota foi a primeira colocada geral do vestibular 2010 da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). E em vez de seguir a sina familiar, optou logo por um dos cursos mais desafiadores e o mais concorrido: medicina, com quase 60 candidatos por vaga.
Com a nota 90,51 (de um total de cem), ela superou os mais de 25 mil candidatos que fizeram a prova, os mais de 5 mil aprovados, teve direito aos parabéns particulares do reitor da UFSC, Álvaro Prata, por telefone, e não cansou de atender a ligações de amigos.
A timidez só bateu quando soube que iria ganhar a capa de jornais. “Pode me mandar as perguntas por e-mail? É que fico nervosa com entrevistas”, foi a primeira reação ao contato da reportagem. Horas depois, Gabriela já estava de rosto pintado – ela mesma escreveu com pincel atômico, de trás para frente, com ajuda do espelhinho de maquiagem –, fazendo caretas e sorrindo incansável para a câmera.
A mãe Antônia Gonçalves, 52 anos, diz que a filha sempre gostou de estudar, mas não se prendia demais aos livros e nunca deixou de se divertir com os amigos por causa dos vestibulares. A opção por medicina, em meio a uma família de administradores, veio por volta dos 16 anos. “As conversas com minha tia Márcia Regina, que é médica pediatra, também ajudaram”, diz a garota. Mesmo assim, o primeiro vestibular foi para engenharia civil, quando ainda estava no colégio. “Também gosto de exatas, aí tentei para algumas
engenharias. Mas a
vontade de fazer medicina foi maior.”
O ano de 2008 foi cheio. Cursinho em Joinville. Vestibular para engenharia civil (7ª colocada), para medicina em duas federais (sem sucesso) e para duas particulares (ela passou, mas a família não teria como pagar).
Em 2009, Gabriela foi morar em Florianópolis com uma prima. Objetivo: fazer pré-vestibular do Energia. Com essa incrementada nos estudos, passou para engenharia de mobilidade na UFSC em Joinville. Acabou como primeira colocada geral da UFSC. Passou ainda para medicina na Federal do Paraná (UFPR). “Agora, estou entre essas duas universidades. É mais certo que eu vá para a UFSC, mas tenho até quinta para decidir o que é mais vantagem”, diz a garota, que sonha em ser cirurgiã. Os pais fizeram uma poupança para ela e o irmão Gustavo, 16 anos. Hoje, o dinheiro é revertido nos estudos.
A garota foi a primeira colocada geral do vestibular 2010 da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). E em vez de seguir a sina familiar, optou logo por um dos cursos mais desafiadores e o mais concorrido: medicina, com quase 60 candidatos por vaga.
Com a nota 90,51 (de um total de cem), ela superou os mais de 25 mil candidatos que fizeram a prova, os mais de 5 mil aprovados, teve direito aos parabéns particulares do reitor da UFSC, Álvaro Prata, por telefone, e não cansou de atender a ligações de amigos.
A timidez só bateu quando soube que iria ganhar a capa de jornais. “Pode me mandar as perguntas por e-mail? É que fico nervosa com entrevistas”, foi a primeira reação ao contato da reportagem. Horas depois, Gabriela já estava de rosto pintado – ela mesma escreveu com pincel atômico, de trás para frente, com ajuda do espelhinho de maquiagem –, fazendo caretas e sorrindo incansável para a câmera.
A mãe Antônia Gonçalves, 52 anos, diz que a filha sempre gostou de estudar, mas não se prendia demais aos livros e nunca deixou de se divertir com os amigos por causa dos vestibulares. A opção por medicina, em meio a uma família de administradores, veio por volta dos 16 anos. “As conversas com minha tia Márcia Regina, que é médica pediatra, também ajudaram”, diz a garota. Mesmo assim, o primeiro vestibular foi para engenharia civil, quando ainda estava no colégio. “Também gosto de exatas, aí tentei para algumas
O ano de 2008 foi cheio. Cursinho em Joinville. Vestibular para engenharia civil (7ª colocada), para medicina em duas federais (sem sucesso) e para duas particulares (ela passou, mas a família não teria como pagar).
Em 2009, Gabriela foi morar em Florianópolis com uma prima. Objetivo: fazer pré-vestibular do Energia. Com essa incrementada nos estudos, passou para engenharia de mobilidade na UFSC em Joinville. Acabou como primeira colocada geral da UFSC. Passou ainda para medicina na Federal do Paraná (UFPR). “Agora, estou entre essas duas universidades. É mais certo que eu vá para a UFSC, mas tenho até quinta para decidir o que é mais vantagem”, diz a garota, que sonha em ser cirurgiã. Os pais fizeram uma poupança para ela e o irmão Gustavo, 16 anos. Hoje, o dinheiro é revertido nos estudos.


