Recursos renováveis são aqueles que se regeneram sazonalmente, como os produtos agrícolas. Os recursos não-renováveis não participam de rápidos processos cíclicos e, uma vez retirados do solo, não podem mais ser regenerados. A terra contém quantidades fixas de recursos não-renováveis, e estes, na sua maioria, só podem ser utilizados uma vez.

É o homem, não só pelo crescimento da população, que precisa de mais recursos para sustentar-se, mas também por causa do grande desenvolvimento tecnológico das sociedades modernas, tem apresentado consumo crescente desses materiais, e é por isso que devemos utilizá-los de maneira consciente, evitando o desperdício.

Os diferentes tipos de recursos minerais não-renováveis podem ser classificados segundo o seu uso, conforme os dados abaixo.

Recursos minerais não-renováveis

Metálicos:

Metais abundantes: ferro, alumínio, crômio, manganês, titânio e magnésio.

Metais escassos: cobre, chumbo, zinco, tungstênio ouro, estanho, prata, platina, urânio, mercúrio, molibdênio, etc.

Não-metálicos:

Minerais para usos químicos, fertilizantes e usos especiais: cloreto de sódio, fosfatos, nitratos, enxofre, etc.

Materiais de construção: cimento, areia, cascalho, gipso, amianto, etc.

Combustíveis fósseis: carvão, petróleo, gás natural e folhelho betuminoso.

Água: lagos, rios e água subterrânea.

A maioria dos recursos minerais é encontrada na forma de compostos químicos, que devem ser transformados para a obtenção dos materiais úteis ao homem. A reciclagem é uma das formas de atenuar o esgotamento dos recursos não-renováveis, porém existem perdas a cada ciclo de uso e, a longo prazo, as sucatas também serão totalmente consumidas.

Os materiais de construção, dentro da classificação recursos minerais, são os mais explorados e de maior consumo. Alguns podem ser utilizados sem nenhum tratamento, bastando apenas o corte ou a britagem, como as pedras para construção, cascalho, areia e rocha britada. Outros precisam de tratamento químico como aquecimento ou fusão, para serem moldados e utilizados, como a argila para cerâmica, matéria-prima para cimento, gesso e amianto.

As rochas de construção (ardósia, basalto, granito, mármore, etc.) são usadas atualmente para revestimento de fachadas de edifícios, calçadas para pedestres e na decoração, por apresentarem aspecto atraente e boas propriedades físicas. A sua extração não pode ser feita com explosivos poderosos, para não fraturar indevidamente a rocha.

Areia, partículas com granulação inferior a 2 mm de diâmetro, e cascalho, mais grosso do que a areia, são usados principalmente em leitos de estradas e na fabricação de concreto. O cascalho é retirado de leitos de rios, onde o movimento das águas provoca a separação granulométrica devido ao peso, sendo o grão menor transportado rio abaixo.

Os produtos de rocha preparada são diversos, mas podemos destacar, pelo valor comercial e pelo volume utilizado, o cimento, o gesso, a argila e o amianto.

O crescimento constante das cidades exige um suprimento cada vez maior dos materiais de construção e, infelizmente, a exploração tem deixado marcas de destruição que são de difícil e longa recuperação. Os gastos de recuperação de uma área esgotada são de responsabilidade da empresa mineradora e o governo deve fiscalizar e coibir o abandono da área degradada.