Por: Prof. Silvio Araujo de Sousa
IDH - Índice de Desenvolvimento Humano - Definição
O IDH é um índice criado pelo PNUD - Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento e calculado para diversos países desde 1990.
Originalmente proposto para medir a diferença entre países, foi
adaptado para ser aplicado também a Estados e municípios.
O Índice (De 0 até 1)
O índice vai de 0 a 1 - quanto mais perto do 1, maior é o
desenvolvimento humano ou seja, melhor é a qualidade de vida . Em nível
mundial, a Noruega e Islândia (Europa) têm IDH de 0,968 numa posição
intermediária o Brasil com IDH de 0,800 e no final da tabela, Serra
Leoa na África com IDH de 0,336. O IDH tem como objetivo expressar a
qualidade de vida nos países e locais em que é calculado.
O cálculo
É feito pela média simples de três componentes:
IDH Longevidade: indicador de longevidade, medida pela esperança de vida ao nascer.
IDH Educação: indicador de nível educacional, medido pela
combinação da taxa de alfabetização de pessoas de 15 anos ou mais (com
peso 2) e da taxa bruta de matrículas nos três níveis de ensino
(fundamental, médio e superior) em relação à população de 7 a 22 anos
de idade (com peso 1). Para regiões, Estados e municípios do Brasil,
usa-se a taxa de freqüência.
IDH Renda: indicador de renda, medido pelo PIB real per capita em
dólares, segundo o critério de Paridade do Poder de Compra. Para
regiões, Estados e municípios do Brasil, usa-se a renda familiar per
capita.
Metodologia
Para analisar a variação dos níveis de
desenvolvimento humano nos Estados brasileiros e no país como um todo,
o relatório calculou os dados do IDH de 1991 a 2005. O resultado,
porém, é fruto de uma metodologia diferente da usada pelo PNUD nos
Relatórios de Desenvolvimento Humano e no Atlas do Desenvolvimento
Humano no Brasil. O cálculo é feito com base na PNAD (Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios), um levantamento socioeconômico feito
anualmente pelo IBGE.
Do Norte para o Sul
Os números mostram uma clara
divisão do IDH. Estados do Norte e nordeste (piores IDH), estados do
Sul, sudeste e centro-oeste (melhores IDH). Brasília no Centro-oeste
ocupa a primeira colocação com um IDH de 0,874, superior ao de países
como a Argentina e Emirados Árabes Unidos.
Explicação Geográfica
Essa condição, mostrando um país
em que o IDH é menor nas regiões norte/nordeste e aumenta na direção
sudeste/centro-Oeste/sul tem explicação na geografia econômica do
Brasil, onde a produção, atividade econômica e renda ainda estão muito
mais concentrada nestas regiões.
Maiores IDH's
Brasília no Centro-oeste ocupa a primeira colocação com um IDH de
0,874, O segundo lugar no IDH é de Santa Catarina (o Estado que mais
melhorou no ranking de 1991 até 2005, ganhando três posições), com
0,840. Em seguida vem São Paulo (que registrou o segundo menor
crescimento desde 1991), com 0,833.
Menores IDH's
Alagoas, que tinha o pior IDH em 1991, continuou na mesma posição em
2005, com 0,677. Da mesma forma, Maranhão, Piauí e Paraíba não deixaram
de ser o segundo, terceiro e quarto piores, respectivamente.
Lenta Melhora
Entre 1991 e 2005, o IDH de todas as unidades da Federação melhorou. A
região Nordeste, que registra os piores números desde a década passada,
foi a que teve também o maior crescimento do índice: 16,3%. Depois vêm
Sudeste e Centro-Oeste, ambos com 10,9%. O Sul, que mantém os seus três
Estados entre os seis primeiros IDHs também desde a década passada, foi
o que menos evoluiu no indicador: 8,5%. Dos dez Estados com maior
variação no índice, nove são nordestinos. Os de melhoria mais forte
foram Paraíba, Piauí e Bahia.
Educação - Fator de Evolução do IDH
O vetor da melhoria recente está, segundo o relatório, na educação. Das
três dimensões do IDH (renda, educação e longevidade), o destaque foi a
elevação da instrução. Em todas as unidades da Federação o índice de
educação foi o que mais cresceu entre 1991 e 2005. A evolução do
IDH-Educação - e, de modo menos pronunciado, do IDH-Longevidade -
contribuiu para que diminuísse consideravelmente a diferença (...)
entre os níveis de desenvolvimento das regiões brasileiras.
Deslocamento do Eixo Produtivo
Mesmo que de forma lenta,
mas há uma certa desconcentração geográfica do processo produtivo em
curso. Setores como o calçadista, de automóvel, estão se expandindo
tanto da região metropolitana para o interior quanto do Sul/Sudeste
para o Nordeste. Isso leva a aumento de renda per capita, de exigência
por mão-de-obra qualificada (o que influi na educação) e,
conseqüentemente, a maior atendimento público de saúde - o que influi
na longevidade.