O QUE NÃO MATA, ENGORDA!
- Por Luiz Molina Luz
- Publicado 17/12/2007
- Química
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Nota:




Luiz Molina Luz
Professor Mestre em Química. Leciono nas séries do Ensino Médio e Cursos Pré-Vestibulares.
Veja todos os artigos por Luiz Molina LuzO que não mata, engorda!
A questão dos aditivos químicos em alimentos pode ser tratada por vários enfoques. Um deles é o que o alimento como mercadoria; nesse quadro, o aditivo entra para barateá-lo. Outro enfoque é aquele que vê o alimento do ponto de vista da saúde pública e individual; nesse caso, o aditivo é uma ameaça concreta.
Esse é o enfoque que a imprensa utiliza, sendo a maior parte das denúncias feita sob tal ângulo. Não é um enfoque correto, pois considera que o problema decorre do abuso por algumas pessoas inescrupulosas e que os fiscais são poucos, desonestos e venais. Coloca o problema de um ponto de vista individual e não coletivo, considera que é uma opção individual cuidar da própria saúde.
Cria mais uma neurose, pois não há saída individual para o problema. Já há o medo do trânsito, das doenças, dos incêndios, dos assaltos, do desemprego, da Aids e soma-se a esses o medo da alimentação contaminada e aditivada. Em suma, não há opção individual para fugir dos aditivos.
A própria organização social em que vivemos não nos permite saída. O aspecto da saúde não é um argumento convincente para a população que "irracionaliza" o problema dizendo: "O que não mata, engorda!" ou "Se a gente for pensar nisso não come mais nada!".
Acontece que os aditivos químicos dos alimentos não revelam seus efeitos em curto prazo. Devido às pequenas doses empregadas, tornam o problema crônico, ou seja, o efeito poderá surgir após muitos anos. Mais grave ainda é o fato de os aditivos químicos no Brasil não serem controlados sistematicamente através de análises de rotina. Este controle fica por conta da própria indústria, que em parte tem interesse em fazê-lo, principalmente quando o produto destina-se à exportação.
Em São Paulo, um frigorífico realiza análises diárias para os produtos destinados ao mercado interno e duas em duas horas para os produtos destinados à exportação. No Brasil, os fabricantes de produtos alimentícios conseguem aprovação para seus produtos, obedecendo no início às normas técnicas e à legislação vigente, mas depois mudam a composição e os aditivos e permanecem impunes, já que não há controle constante sobre os alimentos.
Em suma, enquanto as sociedades como um todo não tiverem consciência do problema, não se criarão estruturas e mecanismos de controle que garantam a produção de alimentos saudáveis.
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1 Comentário para "O QUE NÃO MATA, ENGORDA!" 
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disse isso em 02 Feb 2008 4:55:44 AM PDT
Muito legal
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