A MOLÉCULA MÁGICA
- Por Luiz Molina Luz
- Publicado 17/12/2007
- Química
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Luiz Molina Luz
Professor Mestre em Química. Leciono nas séries do Ensino Médio e Cursos Pré-Vestibulares.
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Entre os cientistas do laboratório instalado em uma mina desativada de Tucson, no Arizona, Estados Unidos, ela recebeu o apelido de buckyball, ou bola de bucky. Mas seu nome verdadeiro é outro, bem mais longo, e difícil de pronunciar: buckminsterfullerene– uma nova molécula de carbono que já está sendo considerada uma das mais revolucionárias descobertas da química no século passado, algo comparável, por exemplo, a uma nova fonte de energia.
As fronteiras que serão abertas com a nova molécula – também chamada de C-60, por conter átomos de carbono – ainda não podem ser delimitadas, e por um motivo muito simples: a existência de uma nova molécula de carbono era algo inimaginável.
Para todos os estudiosos, no entanto, não há dúvida: a partir da produção em série da buckyball, realizada em Tucson, uma nova revolução na química está a caminho. Físicos e químicos das grandes corporações estão comprando toda a produção da nova molécula de carbono e pagando 1200 dólares o grama, cerca de 100 vezes o preço do ouro.
A resposta para tamanho interesse é uma só: a buckyball não tem nenhuma semelhança com as outras duas únicas moléculas de carbono que se conheciam até agora. A revelação é ainda mais extraordinária porque o carbono sempre foi o elemento mais estudado entre todos os outros, pois serve de base para a maioria das moléculas da vida, as moléculas orgânicas.
Traduzindo em miúdos, significa que a ciência passa a dispor, a partir de gora, de uma ferramenta de trabalho, cuja utilidade só poderá ser apreciada em toda sua extensão quando for testada em todas as atividades da pesquisa e da indústria química. Já se prevê o emprego da buckyball em tratamentos contra o câncer, na composição de combustíveis sólidos para naves espaciais, na fabricação de baterias superpoderosas, tintas, solventes, além de uma infinidade de plásticos, em cuja composição entram átomos de carbono – isso para ficar só nas primeiras conclusões extraídas pelos cientistas.
"Para um químico, é como ganhar um presente de Deus no Nata", entusiasma-se Richarde Smalley, da Universidade de Price, em Houston. Smalley foi o responsável pela proeza, mas somente em abril de 1991 conseguiu convencer a cética comunidade cientifica de seu espetacular achado. Durante séculos de estudos, teve-se como verdade absoluta nos laboratórios que o carbono estava presente em somente duas estruturas básicas: nos duros cristalinos diamantes, com átomos de carbono dispostos em pequenas pirâmides; e nas brandas e lubrificadas grafites, onde os átomos de carbono aparecem na forma de folhas hexagonais.
Quando Smalley anunciou, em 1984, a descoberta de uma nova molécula de carbono, com 60 átomos dispostos na forma de uma bola de futebol, poucos acreditaram. Foram necessários sete anos de trabalho e a participação de pesquisadores da Europa e Estados Unidos para provar que não estava blefando.
Buckminsterfullerene, designação oficial da molécula, teve como inspiração o nome do arquiteto americano Buckminster Fuller, criador da estrutura geodésica. Isso porque os átomos da molécula estão unidos harmonicamente em 12 pentágonos e 20 hexágonos, exatamente como uma bola de futebol.
Trata-se da única molécula de um elemento simples com o formato de uma gaiola esférica – uma estrutura tecnicamente chamada de icosaedro truncado, formado pela combinação de pentágonos e hexágonos.
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1 Comentário para "A MOLÉCULA MÁGICA" 
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disse isso em 02 Feb 2008 4:57:21 AM PDT
Muito bom, algumas inform
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