Alunos que vão solicitar o Financiamento Estudantil (Fies) e aqueles que
já obtiveram o financiamento têm, a partir desta segunda-feira, 3, uma
série de facilidades. Inscrições permanentemente abertas, juros mais
baixos (3,4% ao ano) e mais prazo para quitar o empréstimo (três vezes o
tempo de duração do curso) estão na relação de mudanças anunciadas pelo
ministro Fernando Haddad.
Um estudante que faz a sua graduação
em quatro anos, explica o ministro, terá 14 anos e meio pra pagar o
financiamento com taxa de juros inferior à inflação. No caso da
prestação, ela será fixa, independente da inflação que ocorrer no
período e da mudança das taxas de juros. Além dessas condições, o
universitário poderá requerer o financiamento assim que passar no
vestibular ou durante o curso. A regra dos juros vale também para os
alunos já financiados.
No novo modelo de financiamento, o Fundo
Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) passa a ser o operador do
sistema e a Caixa Econômica Federal continua a ser o único agente
financeiro. Dois tipos de fiadores serão aceitos. A fiança tradicional
(com até dois fiadores) e a fiança solidária, que pode ter de três a
cinco alunos assumindo a fiança do grupo.
Outra mudança destacada
por Haddad é que as instituições de ensino superior privadas que
aderirem ao Fies devem, a partir de agora, aceitar financiamento de
alunos em todos os cursos. Até 2009, as instituições escolhiam as áreas.
Para ter aluno do Fies, a nota mínima do curso obtida nas avaliações do
MEC deve ser igual ou maior a três pontos (numa escala até cinco).
Haddad
anunciou também que o MEC estuda estender a oferta do Fies para os
cursos técnicos, os de nível médio e também pós-médio. Na
Portaria
nº 10/2010 estão os detalhes do novo Fies.