Estimativas do setor privado indicam que cerca de 15 mil brasileiros estudam medicina em países do Mercosul. Na Argentina, o número aumenta a cada ano, porque é possível entrar no curso sem vestibular e a mensalidade está em torno de R$ 800, em comparação com até R$ 5 mil nas faculdades privadas brasileiras.

A maioria dos estudantes recorre à ajuda de empresas que regularizam documentos. Dos 170 alunos do primeiro ano de medicina na Universidade de Morón, na periferia de Buenos Aires, 48 são brasileiros. Na
próxima temporada, a universidade pretende destinar até cem vagas a estudantes do Brasil.

Para validar o diploma estrangeiro é preciso ser aprovado em uma prova no Brasil. Haverá uma em julho, com 632 inscritos.