O ministro da Educação, Fernando Haddad, acredita que o projetooriginal do Programa Universidade para Todos (ProUni), na forma comofoi enviado para o legislativo em 2004, deve ser rediscutido,principalmente no que diz respeito ao percentual de bolsas oferecidaspelas instituições e a oferta apenas de bolsas integrais. Dessa forma,segundo o ministro, o programa poderia ser realinhado para oferecermaior número de bolsas e evitar que algumas não sejam preenchidas.

Deacordo com o ministro, a extinção da bolsa parcial do programa ajudariano maior preenchimento das vagas. “Se todas as bolsas fossem integrais,seria muito mais fácil preenchê-las”, afirmou, durante audiência nacomissão de educação do Senado Federal nesta terça-feira, 15. SegundoHaddad, o aluno que se inscreve na bolsa parcial muitas vezes reluta emfazer a matrícula, porque tem baixa renda e fica temeroso em assumir umcompromisso financeiro, mesmo sendo a metade da mensalidade.

Oministro disse, ainda, ser ideal que a iniciativa venha do Congresso eseja discutida nas comissões de educação da Câmara e do Senado, tantoem relação às bolsas integrais quanto ao aumento, de 8,5% para 10%, dopercentual de vagas oferecidas por bolsas do ProUni nas instituições.

Osdois pontos constavam do Projeto de Lei original do programa, mas foramrecusados durante a tramitação, à época. Para Haddad, com mais bolsas etodas sendo integrais, o programa – que já beneficiou mais de 800 milestudantes de baixa renda – pode ser ampliado e gerido mais facilmente.

“Seo programa há de ser aperfeiçoado, é hora de darmos as mãos parafazê-lo”, disse o ministro. Ele informou que duas providências jáhaviam sido tomadas para garantir eficiência no preenchimento dasbolsas do ProUni: a exigência de que bolsas não ocupadas em um semestresejam, obrigatoriamente, preenchidas no semestre seguinte, e a criaçãode lista de espera nas instituições, para permitir, inclusive, quebolsas parciais sejam agregadas ao Fundo de Financiamento Estudantil(Fies).