A língua inglesa é o idioma mais falado do planeta, ocupando a terceira posição como língua nativa. Sua utilização é vista em toda a União Européia (dentre países da "Commonwealth"), Estados Unidos da América, Reino Unido, Austrália, Canadá, entre outros.

O idioma é oriundo dos reinos anglo-saxônicos da Inglaterra, sendo classificado como uma língua germânica ocidental. As influências que ajudaram à compor o inglês foram inúmeras. Dentre as mais importantes figuram a língua nórdica, que remete às invasões vikings, os povos anglos, daí a semelhança com a palavra English, e o latim, que era a língua da predominante Igreja Cristã e de grande parte da vida intelectual européia.

Colonização dos EUA e o inglês americano

Como se sabe, os Estados Unidos da América foram colonizados pela Inglaterra no início do século XVII. Dentre os fatores que propiciaram a colonização, destaca-se a situação do Reino Unido, que estava ameaçado por uma invasão espanhola, além de possuir uma superpopulação e um crescente nacionalismo.

Assim, através das tradicionais colônias do sul e do norte, o idioma foi passado para os trabalhadores descendentes dos índios, negros africanos e outros povos. Tal passagem, junto às mudanças temporais que uma língua sofre, foi moldando o que hoje é uma vertente tão grande e importante quanto a britânica.

Trazendo uma língua mais direta, menos “pomposa” e de pronúncia mais anasalada, o inglês americano instalou-se na América do Norte. Sutis diferenças na parte lexical podem ser notadas, sendo que a compreensão entre falantes das duas vertentes não sofre grandes perdas.

Vocabulário

 Em relação ao grupo de palavras utilizados por cada tipo de inglês, pouca coisa é alterada. Todavia, algumas confusões podem ser evitadas.

 Dentre as diferenças mais comuns encontramos:

  • A troca da letra r, em centre (centro) e metre (metro) para o britânico, sendo escrito center e meter no americano. O que também vale para a terminação -re.
  • O simples uso do u em colour (cor) para o britânico, escrito color no americano. O que também vale para o resto da terminação -our.
  • A influência do latim e do francês em curriculum vitae (currículo) no britânico, sendo resume na versão americana.
  • A troca de rubber (borracha) do britânico, para eraser do americano.
  • Até as “férias” também podem gerar dor de cabeça, sendo holidays no britânico e vacations no americano.
  • O celular britânico fala-se mobilephone. O americano é dito cell phone.
  • A terminação -ise, usada no britânico, é alterada por -ize, para o caso americano.
  • E a comum troca de football (futebol) do britânico, por soccer do americano. Esta última pode trazer boas risadas ou até repúdio por parte dos habitantes europeus, que consideram o futebol como parte da cultura do país.

Gramática

A parte de gramática do inglês americano tem a característica de ser mais direta e concisa, enquanto a britânica mostra-se mais formal e tradicionalmente explicativa.

Expressões britânicas como Stay at home (Fique em casa), Go and play soccer (Vá jogar futebol) e Write to me soon (Escreva-me em breve), são trocadas por Stay home, Go play football e Write me soon do americano.

Pronúncia

Uma das partes mais facilmente identificada é a diferença na pronúncia das duas vertentes. O inglês americano tende a ter um som mais aberto e anasalado, enquanto o britânico é mais fechado.

Um clássico exemplo é a palavra can't, que no britânico se pronuncia /knt/ e no americano /kænt/.

A verdade é que, como uma língua Franca, não existe “melhor” ou “puro” inglês. Com a globalização crescente, o entendimento e similaridades tendem a aumentar e assim, dominar o idioma, não importando sua origem.

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