O presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun, cruzou a fronteira com a Coréia do Norte na manhã desta terça-feira (ainda segunda-feira no Brasil) para se reunir com o líder da Coréia do Norte, Kim Jong-il, na capital norte-coreana, Pyongyang.

Os dois países estão oficialmente em guerra desde o conflito das Coréias, ocorrido no início da Guerra Fria, entre 1950 e 1953, que acabou dividindo a península.

Roh estacionou sua limusine à prova de balas no sul da fronteira, ele então cruzou uma listra amarela de 80 centímetros que marca a fronteira com as palavras "paz e prosperidade" e se tornou o primeiro presidente sul-coreano a entrar desta maneira na Coréia do Norte.

Ele foi recebido por norte-coreanos do outro lado e recebeu flores de mulheres vestidas em trajes típicos antes de entrar novamente em seu carro e rumar para Pyongyang.

O último encontro entre líderes das duas Coréias ocorreu em junho de 2000, quando o então presidente Kim Dae-jung, da voou para capital norte-coreana para se encontrar com Kim Jong-il.

Críticos afirmam que o encontro de Roh com Kim é, na melhor das hipóteses, simbólico e que foi impulsionado por preocupações políticas internas. Ainda se afirma que o encontro pode colocar em segundo plano o programa nuclear da Coréia do Norte.

Roh, com apenas cinco meses no cargo, disse que irá negociar a paz e um eventual corte de armas para aos dois Estados.

"Eu pretendo me concentrar em fazer um progresso substantivo que trará a paz com o desenvolvimento econômico", disse Roh em um discurso veiculado pela TV antes de sua partida para a parte norte da península.

Pesquisas de opinião, segundo a Reuters, indicam que os sul-coreanos estão a favor do encontro e de uma eventual unificação, mas querem que o processo ocorra vagarosamente, temendo que centenas de milhares de dólares sejam absorvidos pela economia arrasada do país vizinho.