Estudo Divulgado em janeiro de 2008, com dadosaté 2006, faz um mapa da Violência dos Municípios Brasileiro. Reúne osnúmeros, município por município e Estado por Estado, de homicídios;taxa de homicídios por 100 mil habitantes; homicídios juvenis; mortespor arma de fogo; e mortes no trânsito.

ONDE SE MATA MAIS

1) zonas de grilagem e devastação; em particular, destacando-se muncipios da Amazônia.

2) zonas de fronteira; cidades que estão em rota de contrabando epirataria, como Foz do Iguaçu (PR) e Coronel Sapucaia (MS), a número 1em taxa de homicídios.

3) polos de desenvolvimento local ou regional; Waiselfisz citaquatro exemplos em Pernambuco, Estado onde mora há 30 anos: o polo deagriculgura irrigada de Petrolina; o polo gesseiro de Araripina; o polode confecções de Santa Cruz do Capibaribe; e o já tradicionalmenteviolento polígono da maconha.

INTERIORIZAÇÃO

A correlação entre violência e polos de desenvolvimento regional éexpressão de um fenômeno relativamente recente: a interiorização daviolência. Até metade dos anos 90, os polos dinâmicos da violência seconcentravam nas grandes cidades. A partir de 1999, começa um processode estagnação nas capitais, e a violência segue crescendo no interior.São duas as razões: maior investimento em segurança nas regiõesmetropolitanas e o aparecimento de polos de atração econômica nointerior. Uma terceira razão não explica o fenômeno, mas causa impactonos números: com o surgimento de novos institutos médicos legais e aampliação da rede básica de saúde, a violência nos grotões entrou noradar do Estado.

LITORAL

O mapa também expõe uma alta vulnerabilidade em boa parte da faixalitorânea. Além da violência conhecida em grandes regiõesmetropolitanas estabelecidas no litoral.

HOMICÍDIOS EM QUEDA

Na conta geral, o número de homicídios no País caiu de 50.980 em2003 para 46.660 em 2006. É uma queda de 8,5%, creditaDA em parte àcampanha pelo desarmamento e em parte a políticas de segurança emcidades de maior peso demográfico. Caso mais conhecido é o de SãoPaulo. A cidade melhorou 310 posições no ranking de homicícios por 100mil habitantes, compensando, no plano nacional, o aumento da violênciaem outras regiões.