Você se interessa por alimentação saudável e seus efeitos no corpo humano? Curte e tem facilidade para lidar com pessoas? Talvez a carreira de Nutrição seja um caminho interessante a seguir.

O nutricionista é o profissional que estuda todos os tipos de alimentos e sua interação com os processos metabólicos e fisiológicos. O objetivo é recuperar e manter a saúde dos pacientes.

Se você acha que a vida do nutricionista é só prescrever dietas de emagrecimento, saiba que o campo de trabalho nessa área é muito mais vasto (e interessante!).

Confira a seguir o que faz um nutricionista, como está o mercado de trabalho e onde estudar para entrar com o pé direito nessa carreira!

O que faz um nutricionista

Como falamos, o campo de trabalho do nutricionista vai muito além da clínica. Conheça mais sobre esta e outras opções de carreira:

Nutrição clínica: Vamos começar pela função mais conhecida. O profissional de nutrição clínica realiza um diagnóstico nutricional individualizado. Para isso, faz a análise de saúde do paciente, mede o seu peso, a altura e o índice de gordura. Pede também exames (normalmente de urina e sangue) e, de acordo com o estilo de vida, histórico familiar, problemas de saúde e necessidades de cada pessoa, elabora uma dieta que atenda seu propósito.

Pode atender em clínicas particulares ou em hospitais – nesse caso, adequa a dieta às necessidades especiais dos pacientes, como por exemplo um cardápio com alimentos com baixo sódio para hipertensos ou sem açúcar para diabéticos.

Nutrição Coletiva: O profissional especializado na área elabora cardápios para restaurantes, hospitais, clubes, hotéis, escolas, refeitórios, cozinhas industriais, etc.

Ele também define o local adequado para armazenar cada tipo de alimento, como deve ser seu preparo, as condições dos equipamentos, a seleção dos fornecedores, se os funcionários estão vestidos adequadamente, se a cozinha segue os padrões de higiene previstos por lei, entre outras funções.

Ainda na área de nutrição coletiva, pode trabalhar como agente de vigilância sanitária, fiscalizando estabelecimentos que lidam com alimentos para garantir a higiene e a qualidade dos serviços.

Nutrição Assistencial: Nessa área, muito importante em um país em desenvolvimento como o nosso, as ações são voltadas à segurança alimentar e nutricional, como por exemplo: gestão do banco de alimentos, supervisão de restaurantes populares, implementação e coordenação de cozinhas comunitárias, distribuição de alimentos para a população carente ou em situação de emergência e educação alimentar.

Nutrição Esportiva: Muito em alta, é o profissional que atende atletas e pessoas que praticam exercícios físicos regularmente. A ideia é melhorar o desempenho físico e a recuperação pós-treino. O atendimento pode ser individualizado ou coletivo – neste último, o nutricionista esportivo cuida de grupos de atletas, como um time de futebol, por exemplo. Ele elabora o cardápio conforme o objetivo ou atividade física praticada.

Indústria de Alimentos: Aqui, o nutricionista controla a qualidade dos produtos e supervisiona todas as etapas de sua produção. Sabe aquela tabelinha de valor nutricional localizada nas embalagens dos alimentos industrializados? É ele quem faz!

Marketing Nutricional: Sim, há um profissional especializado em marketing nutricional! O que ele faz? Analisa o produto, identifica seu público-alvo e define a melhor maneira de passar as informações nutricionais. É quem define colocar na embalagem a informação de que uma barrinha de cereais é rica em fibras ou que o farelo de aveia faz bem ao coração.

Pesquisa: O pesquisador pode desenvolver novos produtos alimentícios, ou analisar o efeito que determinado alimento exerce no organismo das pessoas. Atua  em laboratórios, indústrias alimentícias, institutos de pesquisa e universidades.

O mercado de trabalho e a remuneração na área de Nutrição

De acordo com o Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), hoje em dia há mais de 100 mil destes profissionais em atuação no Brasil. Com a vida corrida nas grandes cidades, cada vez mais pessoas estão comendo fora de casa, em restaurantes ou refeitórios na própria empresa ou escola. É justamente aqui que entra o nutricionista coletivo, uma especialização que tem muita procura, principalmente nos grandes centros, devido à efervescência gastronômica.

Além disso, há uma preocupação maior das pessoas com hábitos saudáveis e uma alimentação balanceada para evitar doenças como a obesidade.

Cada vez mais pessoas formadas na área estão tentando carreira no serviço público. No entanto, os concursos são raros e a concorrência é grande. O candidato tem que estudar bastante. Quem consegue entrar tem como recompensa a estabilidade profissional e um bom salário, em torno de R$ 6.000.

É importante frisar que, tanto no serviço público como na iniciativa privada, é essencial que o profissional busque sempre se atualizar e se especializar.

De acordo com a tabela salarial divulgada pelo site de empregos Catho, um profissional em início de carreira recebe em torno de R$ 2.500, valor que oscila de acordo com a área de atuação (hospitais tendem a pagar mais, por exemplo).

Já o Site Nacional de Empregos (Sine), indica que um nutricionista sênior de uma grande empresa recebe em torno de R$ 5.000. Quer mais? Que tal abrir sua própria clínica ou trabalhar como autônomo? Nesses casos, a renda pode variar de acordo com a experiência e nível de especialização do profissional – em alguns casos pode chegar a R$ 30.000.

Como se tornar nutricionista

A Lei Nº 8.234, de 17 de setembro de 1991, regulamenta a profissão de nutricionista no País. Para exercê-la é necessário diploma de um curso de Nutrição autorizado pelo MEC, bem como registro no Conselho Regional de Nutricionistas (CRN) de seu estado.

O curso de Nutrição

O curso de Nutrição é um bacharelado com duração de quatro anos e a maior parte da grade curricular é ligada à área médica, com matérias sobre Anatomia, Bioquímica e Fisiologia. Outra parte da graduação é ligada à formação profissional específica, com aulas práticas e teóricas sobre qualidade nutricional dos alimentos, educação, higiene alimentar, avaliação nutricional e até preparo de alimentos.

O estágio é obrigatório e tem uma particularidade: o aluno deve estagiar em diversos campos da nutrição, como clínica, nutrição social, administração e serviços de alimentação. Na maioria das faculdades, o último ano do curso é dedicado ao estágio.

Onde estudar para se tornar nutricionista

Confira algumas instituições autorizadas pelo MEC a oferecer o curso de Nutrição:

Centro Educacional Anhanguera (ANHANGUERA)

Universidade Estácio de Sá (UNESA) 

Centro Universitário UNISEB (UNISEB-Estácio)

Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL)

Universidade Cidade de São Paulo (UNICID)

Universidade de Franca (UNIFRAN)

Universidade Norte do Paraná (UNOPAR)

Faculdade Unime (UNIME) – na Bahia 

Faculdade Pitágoras (PITÁGORAS) – em Minas Gerais 

Veja também:

Quanto ganha um nutricionista?

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