Da injeção

eletrônica, passando pelo computador de bordo, celulares, TV digital e

até nos fornos de microondas há o trabalho do engenheiro da computação.

O profissional que trabalha com a integração de softwares (programas)

com equipamentos é formado pelo curso de Engenharia de Computação. Em

Santa Catarina esse curso é oferecido pela Universidade do Vale do

Itajaí (Univali), desde 1996.

 

“O

engenheiro de computação trabalha com todo produto que tenha

componentes eletrônicos integrados a um software, o que acontece com

praticamente todo aparelho eletrônico. Nos carros, por exemplo, a

injeção eletrônica, vidros elétricos, computador de bordo e outros, dão

emprego aos profissionais dessa área”, relaciona Anita Maria da Rocha

Fernandes, coordenadora do curso na Univali.

 

A

formação abre espaço de trabalho em diversos ramos, nas áreas de

tecnologia da informação, desenvolvimento de produtos, aplicações e

serviços de indústrias e empresas, em centros de pesquisa, em

universidades e no setor estatal.

 

Os

pisos salariais para engenheiros variam conforme a região do país.

Segundo o Confea, eles são de seis salários mínimos, para trabalhar

seis horas. Quem passar mais tempo no trabalho deve receber 25% a mais

por hora. No entanto, para o Engenheiro de Computação, esses valores

costumam ser maiores, diz a professora.

 

Ciência da Computação ou Engenharia da Computação?

 

Anita

Maria da Rocha Fernandes, coordenadora dos cursos de Engenharia de

Computação e Ciência da Computação na Univali explica que ainda há

dúvidas na hora de escolher entre Ciência ou Engenharia de Computação.

Mas, ela diz que, apesar de terem parte do nome em comum, as formações

não são tão parecidas assim.

 

"A

Engenharia de Computação é um curso mais próximo da engenharia elétrica

do que da computação. Há ênfase nas matérias da eletrônica, da física e

da matemática e um bom conhecimento da parte de programação. Já o

cientista da computação estuda a criação e desenvolvimento de

softwares, além de modelos matemáticos que orientam a programação",

comenta a professora.

 

De

acordo com Anita, mesmo com a crise, o mercado de trabalho para as duas

áreas cresce muito e tem boa oferta de vagas, principalmente na região

da Grande Florianópolis. Ela conta ainda que, no caso da Engenharia de

Computação, durante as aulas, estuda-se muita física e matemática. Isso

vem acompanhado da base da computação, com linguagens de programação,

eletrônica, conhecimentos de estrutura de dados e de algoritmos.