Um cara simpático e bonitinho. Promoter, marqueteiro ou lobista. Erroneamente acham que estas são atribuições do RP ou Relações Públicas. Saiba que o bacharel de Relações Públicas tem funções além da promoção de eventos.

Ele responde pelas estratégias de comunicação de uma empresa ou órgão do governo e trabalha para a harmonia do relacionamento entre patrões e funcionários.

Sua área de atuação é bastante ampla. Em prefeituras, na iniciativa privada, organizações não-governamentais e como consultor, o RP organiza cerimônia, protocolo e eventos, ouve as reclamações  dos clientes como ombudsman, faz pesquisa de opinião, produz boletins internos e externos, promove o contato com a Imprensa e cria o plano de comunicação da empresa.

A jornalista e relações públicas Neusa Lopes Vicente, chefe do Departamento de RP da UniSantos, tem uma ‘visão positiva’ para os profissionais de RP na região. “O mercado deve ser ampliado com a nova pista da Imigrantes e o fortalecimento da nossa vocação turística e de eventos”.

Segundo a professora, o forte nas Relações Públicas está no planejamento estratégico organizacional, que pode ser exercido nas empresas do Porto, na indústria, no comercio, nas prefeituras, câmaras municipais e com a terceirização dos serviços.

São quatro anos de curso, com estágios a partir do segundo. Prepare-se para estudar matérias como Relações Públicas Governamentais, Planejamento, Pesquisa de Opinião e Comunicação Comparada e Dirigida. Para se formar é obrigatório apresentar o projeto experimental ou Trabalho de Conclusão do Curso (TCC).

Neusa diz que o candidato a bacharel em RP deve ser criativo, ter facilidade de comunicação, observador, conhecer idiomas e novas tecnologias. “Quem fizer eventos deve estar preparado para trabalhar nos finais de semana e feriados”, alerta.

Para exercer a atividade exige-se registro no Conselho Regional dos Profissionais de Relações Públicas. Na região o salário médio inicial fica na casa dos R$ 700,00. Em são Paulo e grandes capitais chega a R$ 1.200,00.