Glicosúria

A glicosúria é um distúrbio no qual a glicose é excretada na urina, apesar da concentração normal ou baixa da mesma no sangue.

A

urina contém quantidades muito pequenas de glicose, já que o túbulo

contornado proximal reabsorve praticamente toda a glicose, mas se o

paciente tem hiperglicemia que ultrapassa o limiar renal de reabsorção

(160 a 180 mg/dl), haverá glicosúria.

Os rins atuam como um filtro

do sangue.

Quando o sangue é filtrado através dos rins, a glicose é

removida juntamente com muitas outras substâncias e retornam à corrente

sangüínea; as substâncias desnecessárias são excretadas na urina. Na

maioria dos indivíduos saudáveis, a glicose é totalmente reabsorvida e

reenviada ao sangue.

Normalmente, o organismo excreta glicose na urina

apenas quando existe um excesso da mesma no sangue, mas na glicosúria

renal, a glicose pode ser excretada na urina, apesar da concentração

normal de glicose no sangue. Isto ocorre devido a uma disfunção dos

túbulos renais onde o paciente perde ou diminui a capacidade de

reabsorção renal (limiar renal <100mg/dl).

Na gravidez pode

ocorrer um diabetes latente, onde a paciente apresenta glicemia normal,

mas devido ao estresse da própria gravidez e à compressão da artéria

renal, o sangue acaba passando mais rápido pelo glomérulo, aumentando a

pressão nele, e ocorre o escape de glicose na urina.

Outras causas

de glicosúria sem hiperglicemia ocorrem devido a lesões no Sistema

Nervoso Central e no hipertiroidismo.Nos diabéticos, a hiperglicemia

resultante excede o limiar renal de reabsorção de glicose, resultando

em glicosúria. A glicosúria causa uma diurese osmótica e,

conseqüentemente, a poliúria, levando a uma perda profunda de água e

eletrólitos. A perda de água pelos rins aliada a hiperosmolaridade

causada pelos altos níveis de glicose no sangue, leva à redução da água

intravascular, estimulando os receptores osmóticos do centro da sede no

cérebro. Dessa forma, aparece a sede intensa (polidipsia).

Técnica:

Tiras reativas (“fitas de urina”)

- Mergulhar a tira na urina após centrifugação sem encostar no sedimento;

- Remover o excesso

- Aguardar o tempo necessário para leitura (1 a 2 minutos)

- Comparar as cores com o padrão fornecido

Glicose Oxidase: Falsos positivos - recipientes contaminados com peróxidos ou detergentes oxidantes.

Falsos Negativos - ácido ascórbico, ácido acetil salicílico, levodopa, ácido homogentísico;

Antigamente

na urina de 24h monitorava-se se havia glicosúria; é melhor que na tipo

I porque pode não ter glicose naquela determinada urina.

Glicosúria

fracionada: melhor para monitorar o horário de perda de glicose e assim

administrar insulina nos horários de pico de glicemia. É coletada 6/6h;

Resultado: Glicosúria 1(6 às 12h),2(12 às 18h),3(18 às 24h) e 4(24 às

6h) em mg/6h;

Caso receber 3 frascos de urina 24h ver o volume de

cada frasco separadamente, homogeneizar e aliquotar em outro frasco;

proceder da mesma maneira com os outros dois frascos. Após,

centrifugar, e só depois dosar a glicose (dar quantificação).

- Na

urina de 24h consegue-se monitorar se há perda de glicose na urina;

melhor que tipo I porque pode não haver perda naquela urina; útil para

controle de diabéticos para verificar a eficácia da insulina.

-

Glicosúria fracionada: melhor para monitorar o horário de perda de

glicose; período de 6/6h; resultado: em mg/ 6h; descobre-se o pico de

hiperglicemia e o melhor horário para administração de insulina.

-

Se receber 3 frascos da urina 24h ver o volume separadamente de cada

um, homogeneizar e aliquotar em outro frasco; preceder da mesma maneira

com os outros dois frascos; após centrifugar e só depois dosar glicose

(igual dosagem no sangue).