COESÃO.

A falta de coesão provoca a redundância. Fica-se dando voltas num assunto, sem acrescentar-lhe nada de novo. É típico de quem não tem informação suficiente para compor o texto.

COLISÃO.

É a seqüência desagradável de consoantes ou sílabas idênticas.

COLOQUIALISMO.

Uso da língua na forma como é escrita, ou seja, é uma armadilha para o aluno o emprego de termos coloquiais, gíria e jargão. Expressões coloquiais só são aceitas na reprodução de diálogos. Isso não significa que o texto tenha de ser empolado, de difícil entendimento.

Evite usar as expressões: só que, que nem, é o seguinte, etc.

COLORIDA.

Procure dar, às suas personagens, uma linguagem não só adequada, mas, também, colorida por imagens pertinentes, ligadas a elas e ao assunto.

COMEÇO.

Uma redação não é nenhum bicho de sete cabeças. Respire fundo. Três vezes. Devagarinho. Deixe o ar chegar lá em baixo, no fundão da barriga. Visualize o umbigo. Sorria para ele. Por dentro e por fora. Escolha uma frase bem atraente. Pode ser uma declaração, uma citação, uma pergunta, um verso, a letra de uma música. Depois desenvolva o seu tema. Cada idéia num parágrafo. Por fim, conclua. Com fecho de ouro.

COMPARAÇÃO.

É a aproximação de dois termos entre os quais existe alguma relação de semelhança, como na metáfora.

Quando usar comparações, escolha a conjunção que as introduz em função do tipo de linguagem que está empregada. Use a comparação, hipotética ou não, quando perceber que estabeleceu entre o ser que você descreve e outro uma semelhança interessante e que ela vai enriquecer seu texto.

A liberdade das almas, frágil, frágil como o vidro.

A chuva caía como lágrimas de um céu entristecido.

As chamas, como língua de monstro, saíam pelas janelas.

COMUNICAÇÃO.

Em situações de comunicação descontraída e, sobretudo, oral, você pode, conforme o caso, substituir o futuro do presente pelo imperativo.

Não saia (sairás) até que tenhamos concluído esta conversa.

Eu não sabia que ele era o meu pai. Veja (verás) que não minto, basta que me dê a oportunidade de provar.

CONCISÃO.

Elimine palavras ou expressões desnecessárias.

Escreva com clareza e, na medida do possível, diga muito com poucas palavras.

Concisão, clareza, coesão e elegância: palavras-chaves que definem um texto competente num exame vestibular. Seja claro, preciso, direto, objetivo e conciso. Use frases curtas e evite intercalações excessivas ou ordens inversas desnecessárias.

O aluno deve expressar o pensamento com o menor número de palavras possível. Aquilo que é desnecessário deve ser eliminado. A concisão dá ênfase ao estilo. O prolixo prejudica e enfraquece o texto, além de tirar o brilho de suas idéias.

CONCLUSÃO.

Não conclua sua redação, jamais, com as seguintes terminologias: concluindo, em resumo, nada mais havendo, poderia ter feito melhor, como o tempo foi curto, etc.

Termine-a, sim, com conclusões consistentes (e não com evasivas).

CONCORDÂNCIA.

Cuidado para não cometer erros gramaticais, como de concordância.

Lembre-se de que o verbo sempre concordará com o sujeito e os nomes devem estar concordando entre si.

CONHECIMENTO LINGÜÍSTICO.

Use todo o seu conhecimento gramatical. Faça um rascunho e ao passar o texto a limpo, observe se faltam acentos, sinais de pontuação, se há erros de grafia, termos de gíria, impropriedade vocabular.

CONJUNÇÃO.

Seja cauteloso ao utilizar as conjunções como, entretanto, no entanto, porém. Quase sempre são dispensáveis.

Evite o exagero de conectivos (conjunções e pronomes relativos) para evitar a repetição e para não alongar períodos.

Para mostrar hipóteses diferentes, as dúvidas e conflitos de reflexão da personagem, explore as conjunções alternativas e adversativas.

CONJUNTO.

Quando quiser descrever um conjunto, empregue termos indicadores de lugar que revelem posição, aproximação ou afastamento de aspectos diferentes do conjunto.

CONSTRUÇÕES.

Não escreva construções como lá em Recife, aqui em Salvador mas, sim, em Recife, em Salvador.

CONTEÚDO.

Um bom texto não é apenas o texto correto, sem erros gramaticais. Ele deve ter conteúdo.

O conteúdo, que vale, no mínimo, 5 (cinco) pontos numa redação, não pode ser ridículo, nem infantil, mas deve ser simples.

Faça sempre uma análise crítica do que escreveu, como, por exemplo, através das seguintes perguntas: Sua redação é interessante? A leitura do texto é agradável? Tem boas idéias? O texto dá uma boa idéia daquilo que foi descrito? O texto está bem organizado?

Presume-se que o candidato prestes a ingressar numa universidade tenha certa cultura. Assim sendo, não pode encarar o tema da redação de modo infantil ou rasteiro. É por meio do conteúdo, especialmente, que o professor irá aquilatar a capacidade ou o grau de conhecimento do aluno.

CONTO.

É a mais breve e simples narrativa, centrada em um episódio da vida.

CONTRADIÇÃO.

Para desenvolver a impressão de contradição, use conjunções adversativas. Se for o caso, varie as conjunções, observando as que se prestam a determinada situação.

CONTRASTE.

Para manter a curiosidade do leitor com relação a personagens (ou cenário) contrastantes, oponha um a um os elementos em contraste.

COORDENAÇÃO.

Coordene suas idéias como se estivesse contanto uma história: o seu texto deve ter início (introdução), meio (desenvolvimento) e fim (conclusão).

COR.

Escreva apenas com caneta preta ou azul. O rascunho ou o esboço das idéias podem ser feitos a lápis e rasurados. O texto não será corrigido em caso da utilização de lápis ou caneta vermelha, verde, etc. Na redação definitiva.

CORREÇÃO GRAMATICAL.

A linguagem utilizada na redação precisa estar de acordo com a norma culta, ou seja, deve obedecer aos princípios estabelecidos pela gramática.

Tenha o máximo de cuidado para que sua redação não apresente, principalmente, nenhum erro de ortografia, acentuação, pontuação e concordância, seja ela verbal ou nominal.

Conhecer as normas que regem o uso da língua é fundamental para a produção de um texto correto. Em caso de dúvidas na redação, consulte sempre um bom livro de gramática.

CRASE.

Expressões com crase: À beça, à toa, etc.

Uso corriqueiro da crase, mas absolutamente errado: Marcelo reside à Rua (Avenida, Praça, etc). O correto é: Marcelo reside na Rua, na Avenida, na Praça, etc. (Quem reside, reside em algum lugar).

CRIATIVIDADE.

É claro que uma abordagem original do tema valoriza seu texto. No entanto, o vestibulando deve ter cuidado para não confundir criatividade com idéias esdrúxulas. Na gíria estudantil, não viaje.

Lembre-se: Ninguém pode exigir que escreva bem, como um escritor, pois isto pressupõe talento; as faculdades querem que se escreva certo.