CRÍTICA.

É um tipo de redação que aprecia e avalia livros de caráter científico ou literário, além de manifestações artísticas ligadas ao cinema, ao teatro, à música, etc.

Habitue-se a criticar sua redação, procurando ver se todos os seus pormenores colaboram para criar a idéia que tem em mente.

Solicite a uma terceira pessoa, de bom conhecimento técnico ou nível escolar, para ler e fazer críticas sobre o seu texto, pois a leitura demasiada de nossos próprios trabalhos torna-nos cegos para determinados pontos.

CRÔNICA.

É uma narrativa curta que retrata, em geral, fatos do cotidiano, presenciados ou não pelo narrador, escrita numa linguagem leve, de caráter jornalístico.

CURRÍCULO.

É um documento que reúne as informações profissionais para alguém que se candidata a um emprego. Contêm objetivo, formação escolar, idiomas que domina, experiência profissional, pretensão salarial, etc.

DESCRIÇÃO.

Descrever é fazer um retrato com palavras, isto é, apresentar, detalhadamente, características de pessoas, animais, objetos, lugares, etc.

Quando quiser estabelecer uma ordem cronológica na sua descrição, mostrando as mudanças sucessivas da paisagem, use termos que indicam sucessão (sobretudo adjuntos adverbiais de tempo).

DESENVOLVIMENTO.

É a redação propriamente dita. No desenvolvimento, o aluno deverá discutir os argumentos apresentados na introdução. Em cada parágrafo, escreve-se sobre um argumento.

Tenha sempre em mente que o examinador de sua dissertação provavelmente seja uma pessoa culta, que lê bons jornais e revistas e tem bastante conhecimento geral, portanto não generalize.

É a parte mais importante em qualquer texto. É quando podemos nos aprofundar nas idéias que, por enquanto, foram apenas mencionadas na introdução. Os argumentos devem ser apresentados em função da idéia e organizados com clareza para não confundir o leitor. Devemos ser cuidadosos para que o texto não se torne inconsistente e imaturo por falta de informação de nossa parte. Para isso, é preciso que nos ilustremos, lendo revistas, jornais e livros; assistindo a noticiários na televisão; freqüentando o maior número possível de produções culturais a que tivermos acesso - teatro, “shows”, exposições, etc.

Em qualquer uma dessas atividades, assuma uma posição crítica questionadora que resultará em análises objetivas e, conseqüentemente, em julgamentos coerentes. Evite radicalismos, ofensas pessoais, nacionalismos piegas e “achismos” (eu acho, eu penso).

DIÁLOGO.

É a conversa entre duas ou mais pessoas. A fala de cada personagem é indicada, na escrita, por um travessão.

Ao apresentar um diálogo, ou a personagem pensando, use o presente do indicativo para sugerir a proximidade do fato futuro.

DIÁRIO.

É uma das formas do registro do mundo interior, ou seja, das confissões, dos segredos, etc, de uma pessoa.

DICAS.

Ao escrever uma redação, faça, primeiramente, uma lista de tudo o que lhe vier à memória.

Quanto mais idéias, melhor.

Não se preocupe em saber se as idéias são boas ou más. Escreva-as, simplesmente.

Anote tudo, sem ordem, sem critério, sem censura.

Use palavras simples e frases curtas.

Selecione as idéias e estruture o seu texto.

DICIONÁRIO.

Em vez de sair por aí “chutando” palavras cujos significados você não conhece bem, utilize-se de um bom dicionário, em livro ou disquete, para aumentar o vocabulário.

DIMINUTIVO.

Use o diminutivo com muito cuidado, e sempre quando for importante marcar a dimensão dos seres, ou a afetividade (carinho, desprezo) da personagem com relação a esses seres.

Pegou o banquinho para apoiar o pé enquanto tocaria violão.

Disse para a avozinha que lhe traria o doce de goiaba de que tanto gostava.

DISCUSSÃO.

Falar e ouvir são meios de desenvolvimento do espírito humano. O debate de idéias pode levar a um resultado enriquecedor.

DISSERTAÇÃO.

Nunca se inclua em sua dissertação, principalmente para contar fatos de sua vida particular.

É uma redação que, através do raciocínio, expõe idéias, doutrinas, impressões, pontos de vista.

Utilize sempre, em suas dissertações, a primeira pessoa do plural em vez da primeira pessoa do singular.

A dissertação é a forma mais comum de redação. É a mais solicitada nos exames vestibulares e provas de colégio.

Dissertar é defender uma opinião a respeito de determinada questão. Para isto, precisamos conhecer o assunto e refletir sobre ele.

É analisar um assunto proposto, emitindo opiniões gerais. Deve ser feito de modo impessoal e com total objetividade. Essa visão imparcial perde-se quando o autor confunde a problemática que está analisando com os problemas particulares que possa ter.

DIVAGAR.

“Estou sem inspiração para fazer uma redação. Escrever sobre a situação dos sem-terra? Bem que o professor poderia propor outro tema.”

Não fale de sua redação dentro do próprio texto, porque isso demonstra insegurança e vazio de idéias. Ademais, sua nota ficará seriamente comprometida quando da avaliação do conteúdo.

DOIS PONTOS.

As citações vêm sempre após dois pontos.

Lá, fiz diversas coisas: tomei banho de piscina, na sauna, montei cavalo e charrete, comi cacau, etc.

Use dois pontos, antes de uma enumeração, se quiser valorizar os termos que a constituem.

Descobri a grande razão da minha vida: você.

Já dizia o poeta: Deus dá o frio conforme o cobertor.

E (minúsculo).

Faça-o um pouco aberto, para não ficar parecendo “i”, de forma que o seu interior apareça com toda a nitidez.

ECO OU ASSONÂNCIA.

É a repetição desnecessária de palavras terminadas pelo mesmo som, provocando rimas desagradáveis, com um ritmo batido e monótono.

EDITORIAL.

É um artigo que exprime a opinião do órgão jornalístico. É o jornalismo opinativo.

ELEGÂNCIA.

A leitura de um texto elegante, que deve ser criativo e original, torna-se agradável ao leitor.

Fuja de gírias e palavrões. Mantenha certa elegância no seu texto, sem cair em pedantismos exagerados.

A elegância começa pela própria apresentação do texto, ou seja, limpo, sem borrões ou rasuras, e com letra bem legível. Importantíssimo atentar, também, para a correção gramatical, a clareza, a concisão e para o conteúdo da redação, que deve ser original e criativo.

ELIPSE.

É a omissão de um termo previsível, subentendido, que deixa de ser expresso por ser óbvio, mas também confere elegância à frase.

Vida interessante, a dele…

Na rua, um malvado; em casa, um santo.

A casa era pobre. Os moradores, humildes.

EMBROMAÇÃO.

É o famoso "encher lingüiça". Fica-se dando voltas no mesmo lugar, usando-se palavras vazias e embromatórias.

EMOÇÃO OU LINGUAGEM EMOCIONAL.

Não analise os temas propostos movido por emoções exageradas. Mantenha-se imparcial em quaisquer circunstâncias. Não transforme seu texto em desabafo nem em panfleto, com linguagem apaixonada. A emoção deve ficar no rascunho, enquanto que no texto definitivo você deve chamar a razão para auxiliá-lo.

Quando nos exaltamos a respeito de determinado assunto ou sobre a pessoa de quem estamos falando, infringimos a boa norma da escrita padrão, por fazermos uso de juízos de valor sobre os fatos. A objetividade é imprescindível, a fim de que o texto se mantenha imparcial e claro.

Existem alguns temas dissertativos que envolvem a análise de assuntos dramáticos, que causam revolta e indignação pela própria gravidade de sua natureza. Porém, por mais revoltante que se mostre o assunto tratado, ele deve ser abordado de modo comedido e, se possível, imparcial. Não devemos deixar nossas emoções interferirem demasiadamente na análise equilibrada e objetiva que precisa transparecer em nossas redações, porque elas impedem que ponderemos outros ângulos da questão. Só assim, com a predominância da argumentação lógica, ela se mostrará convincente.

Os noticiários apresentam-nos todos os dias crimes bárbaros cometidos por verdadeiros animais, que deveriam ser exterminados, um a um, pela sua perversidade sem fim.

Muitos menores que perambulam pelas ruas e se tornam delinqüentes são vítimas indefesas de um governo ineficiente, que não se preocupa e não respeita o direito que eles têm à educação.

ENCHER LINGÜIÇA.

Não espiche o assunto, isto é, não diga com 8 (oito) palavras o que pode dizer com 5 (cinco). Seja objetivo e direto.

Encher lingüiça é, também, repetir idéias, a saber, tornar a abordar um assunto com palavras diferentes sobre o qual já tinha escrito anteriormente