De onde vem a heroína?

A produção da heroína em laboratório ocorre a partir de uma reação da morfina com anidrido acético (derivado da desidratação do ácido acético). Foi preparada pela primeira vez pela companhia alemã Bayer, em 1874. Recebeu pouca atenção até que seu uso foi proposto como antídoto da dependência à morfina. Na virada do XIX, ora habitual manter plantações de ópio. Num esforço para eliminar a dependência da morfina, farmacêuticos alemães inventaram um derivado chamado diacetilmorfina.

A companhia Bayer chamou-o heroína e comercializou asubstância como menos viciante e menos tóxica do que a morfina.

Divulgada pela Bayer como sedativa da tosse, tão naturalmente quanto se divulga o uso de aspirina, a heroína se revelou, tragicamente, muito mais perigosa do que a morfina.

Era, na verdade, uma versão já metabolizada da morfina; assim, a heroína tinha uma nota mais direta para o cérebro do que a morfina. Por volta de 1920, a heroína ficou sendo o opiáceo mais largamente utilizado. Embora não legalizado nos Estados Unidos, seu uso é defendido para aliviar a dor de pacientes terminais de câncer.

As mortes causadas pela heroína são, geralmente, atribuídas a overdoses. Muitos problemas ocorrem porque, segundo laboratórios especializados, a dosagem de heroína nos "pacotes" vendidos pelos traficantes varia muito. Pode-se ingerir muito mais do que se pensa estar contido em uma amostra (dose), e é isso que, provavelmente, gera uma overdose.

Além do mais, as amostras de rua, tanto de heroína como de todas as drogas em geral, são impuras, contendo um contrapeso de outras substâncias, seguramente prejudicando ainda mais a saúde do usuário.