ciencia sem fronteirasO Ciência sem Fronteiras é um programa que visa promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio de intercâmbio e da mobilidade internacional. O programa é fruto de uma ação conjunta dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), através de suas respectivas instituições de fomento, o CNPq e o CAPES, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.

É um projeto que pretende, em quatro anos, utilizar 101 mil bolsas para promover intercâmbio, para que alunos de graduação ou pós-graduação possam fazer estágios no exterior tendo como objetivo manter contatos com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Também busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou fazer parcerias com pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas pelo Programa. Outro objetivo é criar oportunidades para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior. Atualmente encontra-se em sua segunda edição.

Quem pode se inscrever e quando?

Para concorrer a chamada ”graduação-sanduíche”, o estudante tem que satisfazer algumas condições. Um dos requisitos básicos é ter nacionalidade brasileira. Precisa estar cursando/matriculado em uma instituição que trabalhe com esta modalidade. Com relação a desempenho, precisa ter nota global no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) igual ou superior a 600 pontos, ter concluído no mínimo 20% e no máximo 90% da grade curricular prevista para o curso no momento do início previsto da viagem de estudos e também, apresentar teste de proficiência no idioma aceito pela instituição de destino. É necessário estar cursando uma das áreas contempladas pelo programa: ciências exatas, química e biologia, matemática, engenharias, áreas tecnológicas e da saúde.

O estudante universitário, interessado em conseguir uma bolsa no exterior pelo Programa Ciência sem Fronteiras do Governo Federal, tem até o dia 30 de setembro para efetuar sua inscrição no site do programa.

O que vem a ser a “graduação-sanduíche”?

É uma modalidade de Curso Superior na qual o estudante realiza um período da faculdade fora do país de origem. Através do intercâmbio, além de ampliar a valorização do curso, o estudante tem a oportunidade de ter uma experiência internacional, vivendo em contato com outras culturas e praticando diariamente outro idioma. O período de estudos compreende o tempo de 12 meses. Este programa foi lançado em 2011 e tem como meta atingir a concessão de 101.000 (cento e uma mil) bolsas. Até junho, foram concedidas 83.000 (oitenta e três mil) bolsas em todas as modalidades.

Quais países o estudante pode escolher?

De acordo com a Coordenação e Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES o estudante pode escolher entre 21 países: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, China, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos da América, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Irlanda, Itália, Japão, Noruega, Nova Zelândia, Polônia, Reino Unido e Suécia.

Quais são os benefícios da bolsa?

Para mostrarmos os benefícios e os valores, tomaremos como exemplo uma chamada para seleção de bolsistas para graduação-sanduíche nos Estados Unidos da América, realizada pelo CAPES e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Estes órgãos arcam com os custos referentes às taxas escolares, com acomodação e/ou alimentação, seguro saúde pagando diretamente a Instituição anfitriã dos Estados Unidos e concedem bolsa, exclusivamente ao aluno.

Bolsa Graduação-Sanduíche

O valor é de US$ 300,00 (trezentos dólares americanos) por mês.

Auxílio Instalação

O valor é de US$ 1.320,00 (um mil trezentos e vinte dólares americanos). Pagos em parcela única para despesas iniciais de acomodação.

Auxílio seguro-saúde

O valor é de US$ 90,00 (noventa dólares americanos) por mês pagos diretamente ao bolsista ou contratados diretamente pelos órgãos.

Auxílio Deslocamento

Passagens aéreas de ida e volta, de acordo com as normas estabelecidas pela CAPES e pelo CNPq, em classe econômica promocional.

Auxílio material didático

O valor é de US$ 1.000,00 (mil dólares americanos). Este benefício destina-se à compra de material didático, computador portátil ou Tablet. Será pago em uma única parcela e deverá, obrigatoriamente, ser gasto com esta finalidade. A compra deste equipamento deverá atender às especificidades indicadas pela universidade de destino.

Oportunidades

O estudante Vinicius Santana dos Santos, que estudou engenharia mecânica em Cingapura durante um ano e três meses, diz aos novos bolsistas para aproveitarem todas as oportunidades: “Sugiro que sejam proativos, pois esse é o perfil das universidades lá fora. Corram atrás de oportunidades, façam novas amizades, estudem novas línguas. A melhor dica é estarem ocupadas 24 horas por dia, conhecendo novos projetos. Minha experiência lá foi incrível e tive a oportunidade de vivenciar um ambiente de altíssima qualidade acadêmica e de empreendedorismo”.

O Ministro da Educação, Henrique Paim, comentou: “Estamos muito próximos de atingir nossa meta de 101 mil bolsas. Com isso, o programa vem cumprindo seu papel e isso vai ajudar que o Brasil cresça mais, se desenvolva a partir da educação, da pesquisa.” Disse também que: “O Brasil teve um despertar tardio para a questão da educação. As pessoas em geral não tem noção que uma ação educacional possui resultados a médio e a longo prazo. O CsF faz parte desse esforço, que integra a educação infantil à pós-graduação. Os bolsistas do programa são o futuro da ciência aplicada no Brasil. Dentro de alguns anos, quando forem pesquisadores e professores do futuro, poderão trazer mais desenvolvimento e crescimento ao país.”

Conseguimos esclarecer suas dúvidas? Agora já sabe como funciona o Ciência sem Fronteiras? Conte pra gente nos comentários!