Já parou pra pensar por que aquele seu colega não tem uma linha de anotações no caderno, mas sempre passa nas matérias com notas boas?

As pessoas aprendem de maneiras diferentes. Alguns especialistas descrevem até sete estilos diferentes de aprendizagem, mas podemos reduzi-los a três tipos de alunos: os auditivos, os visuais e os que aprendem experimentando.

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Pense numa das primeiras lições de vida, geralmente ensinada pelas mães: se você tocar no fogo, vai se queimar.  Os auditivos ouviram o aviso, acreditaram naquela informação e nunca tocaram no fogo. Os visuais viram um amiguinho mexer com fogo, perceberam a consequência e aprenderam a ficar longe da chama. Já aqueles que aprendem por experiência foram lá e tocaram no fogo, pela primeira e última vez!

Selecionamos três problemas do cotidiano e como cada estilo faria para resolvê-los. Embora não haja uma fórmula perfeita e as pessoas às vezes combinem mais de um estilo para aprender, vale a pena refletir sobre as situações a seguir e tentar descobrir como você reagiria, o que funcionaria melhor para você.

   

Problema #1:

Você precisa pintar uma sala. Quantas latas de tinta e que material você precisa comprar?

O auditivo:

Liga para um pintor, um amigo ou uma loja de materiais de construção e pede informações. Repete as instruções em voz alta para certificar-se de que não esqueceu de nada.

O visual:

Faz uma busca online e lê vários sites especializados. Vai a uma livraria e encontra livros e revistas sobre reformas, decoração e pintura. Vai até a loja e lê as instruções nas latas de tinta. Escreve tudo num papel.

O que aprende com a experiência:

Compra uma lata de tinta, um pincel e começa a pintar. Se a tinta não for suficiente, ou o pincel não for o adequado, simplesmente volta à loja e compra pais. Ao final, acaba aprendendo quantas latas de tinta precisa e quais os materiais corretos.

   

Problema #2:

Seu chefe pede para você organizar a festa de fim de ano para seus colegas de trabalho. Você nunca organizou um evento antes. Como você descobre o que e como fazer?

O auditivo:

Liga para um amigo que costuma dar grandes festas e pede socorro. Na próxima festa que for, faz várias perguntas para o anfitrião. Liga para uma empresa que organiza eventos e tenta arrancar algumas dicas.

O visual:

Faz uma busca na internet por “dicas para organizar festa”. Dá uma olhada em livros sobre como organizar eventos. Prepara um esquema ou lista do que precisa fazer.

O que aprende com a experiência:

Mergulha de cabeça: passa de mesa em mesa pra descobrir quantos vão à festa. Aluga um espaço para o evento, compra um monte de comida e calcula mais ou menos que vai ser o suficiente. Contrata uma banda que ouviu tocar num bar na semana anterior.

   

Problema #3:

Você decide fazer um trabalho voluntário, mas descobre que precisa fazer um curso de primeiros socorros antes.

O auditivo:

Vai para a frente da sala, onde pode ouvir melhor as explicações do instrutor e torce para não ser chamado a demonstrar respiração boca-a-boca no boneco de borracha.

O visual:

Dá uma pesquisada na internet sobre primeiros socorros, acha um folheto antigo que veio com um kit e lê tudo o que pode antes do curso começar.

O que aprende com a experiência:

Entra na sala, vê o boneco de borracha, as ataduras e equipamentos e mal pode esperar para colocar a mão na massa, acha que a parte teórica da aula vai ser entediante.

Agora vamos voltar à sala de aula... entenda como você aprende melhor e turbine seus estudos.

Alunos auditivos:

Se você é um aluno auditivo, você entende melhor quando alguém lhe diz verbalmente o que fazer. Os alunos auditivos se destacam em palestras. Caso seu professor baseie o programa da disciplina em muita leitura obrigatória, procure saber se há audiolivros, podcasts e vídeos disponíveis sobre o assunto.

Alunos visuais:

Enquanto os alunos auditivos  preferem as palestras, os alunos visuais preferem os livros. Eles vivem de diagramas, gráficos e quaisquer outros esquemas visuais que facilitem o aprendizado. Caso o seu professor se baseie exclusivamente em palestras para ensinar, pergunte sobre outros recursos materiais que você possa usar para reforçar as aulas. Alguns professores podem até estar dispostos a compartilhar cópias de suas notas e esquemas de aula, não custa perguntar.


Alunos que aprendem com a experiência:

São as pessoas que jogam fora o manual de instruções que veio com a impressora e decidem coloca-la pra funcionar de acordo com a sua vontade. Se você for um estudante que aprende por experiência, descubra como pode conseguir algum tempo de prática para a matéria. Por exemplo, se você estiver aprendendo um programa de software, passe algumas horas extras no laboratório de informática para ter uma ideia de como ele funciona.

Muitas pessoas combinam tipos diferentes de aprendizagem, ou usam mais uma ou outra dependendo da situação. Nenhum estilo é melhor do que o outro, o que vale é descobrir como você aprende.  Observe seu próprio comportamento nas aulas, fique atento à maneira como você absorve as informações e construa seu próprio esquema de estudo baseado no seu jeito de aprender!

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