1. O que é um intercâmbio cultural?

Um intercâmbio cultural no exterior é muito mais do que a chance de aprender uma nova língua. É a oportunidade de conhecer culturas muitas vezes completamente diferentes das nossas, experimentar novas possibilidades de relacionamento, descobrir novos talentos e potenciais em nós mesmos enquanto vivemos em um país estrangeiro.

2. Quais os tipos de intercâmbio cultural existentes?

Há intercâmbios para estudantes de qualquer nível escolar (alunos dos ensinos fundamental e médio, universitários e pós-graduandos), embora os mais comuns sejam aqueles direcionados a jovens de 15 a 19 anos de idade que cursam o ensino médio. A duração varia de acordo com o que se pretende estudar no exterior.

Cursos intensivos de língua podem ser feitos em uma semana. Mas o intercâmbio pode durar até um ano se o objetivo for freqüentar o último ano do ensino médio em escolas de ensino regular no exterior (com validação do ano cursado pelo MEC). Nesse último caso, o jovem fica hospedado em residência de família.

Para os mais velhos, como universitários e pós-graduandos, os programas podem oferecer hospedagem em um câmpus universitário, repúblicas e fraternidades universitárias. Há também programas de estudo de línguas que não envolvem freqüência a escolas regulares, mas eles são mais raros em intercâmbios culturais - esse tipo de programa é geralmente oferecido por escolas de idiomas e agências de turismo.

3. Quais são as vantagens de fazer um intercâmbio cultural?

Muitas. São tantas que fica difícil até classificá-las por ordem de importância. Algumas que se podem citar são estudar uma língua estrangeira, desenvolver habilidades de convivência (muita gente deixa de ser tímida) e aprender a entender culturas e valores diferentes e a conviver com outros povos (e isso não tem preço).

Quer saber o que quem já fez intercâmbio tem a dizer? explore nossa seção de depoimentos.

4. O que é preciso levar em conta antes de se decidir a fazer um intercâmbio cultural?

Uma série de fatores. Procure responder sinceramente às seguintes perguntas: Estou disposto a ficar de 1 a 12 meses em um país totalmente desconhecido, conviver com pessoas novas e entender que quem está em ambiente alheio e, portanto, tem a obrigação de adaptar-se, sou eu?

Quais as minhas expectativas sobre viver no exterior? Já estou consciente de que, apesar das grandes novidades com que entrarei em contato, também terei uma vida "normal", sendo obrigado a ir à escola, fazer provas e contribuir com a família e a comunidade que vão me receber?

Sinto-me com independência suficiente para assumir a responsabilidade sobre minha conduta enquanto estiver longe de minha terra natal e viver com uma família hospedeira (muitas vezes voluntária)?

Se a sua resposta às perguntas acima foi "sim", você já deveria estar se informando mais sobre a possibilidade de ingressar num programa de intercâmbio.

Questões que dizem respeito à personalidade do estudante, ao perfil da família hospedeira ou à escola são resolvidas posteriormente, ou no processo de seleção das famílias e dos candidatos ou no decorrer da experiência.

5. É caro fazer um intercâmbio?

"Caro" é uma palavra bastante relativa. Se formos levar em conta a riqueza cultural que uma experiência como essa nos traz, o investimento inicial é sempre muito pequeno. De qualquer forma, há programas para todas as situações financeiras. Além disso, os valores e condições de pagamento são geralmente negociáveis e pode haver propostas muito vantajosas para o candidato. É só uma questão de procurar e negociar.

Para saber quanto custa fazer um intercâmbio, leia a entrevista exclusiva de Eduardo Assed (AFS Intercultura Brasil) para o Educacional.