A cerca de cinco meses dos principais vestibulares do país, quem perdeu a oportunidade de se preparar desde o início do ano pode refrescar a memória em um curso semi-extensivo.

Segundo o coordenador do pré-vestibular Decisivo, Mauro Sanchez Oviedo, o programa do semi é exatamente o mesmo do extensivo; o que diferencia um do outro é o tempo que o professor leva para explicar as disciplinas.

“O extensivo começa em março e vai até dezembro. O semi começa em julho. Um assunto que é visto em duas aulas no extensivo reduz-se a uma aula no semi”, explica.

O aluno que vai encarar o cursinho apenas agora, afirma, precisa ter adquirido uma boa base no ensino médio ou já ter feito o pré-vestibular tradicional. “O semi é indicado para aqueles alunos que cursaram o terceirão ou o extensivo no ano anterior e, por infelicidade, não conseguiram aprovação no vestibular.

Como a matéria ainda está recente na memória, o semi é o ideal para uma revisão dos conteúdos”, diz Oviedo. Avaliação semelhante faz o diretor do Curso e Colégio Acesso, Pedro Adriano Brandalize, para quem os professores do semi partem do princípio de que o aluno já conhece e estudou o conteúdo que será abordado.

Preparação rápida e mais barata

Francisco Lescano Aguilar Junior, 20 anos, perdeu o prazo para a matrícula no curso extensivo e por isso vai iniciar o semi no próximo mês. O objetivo do estudante é se preparar para o vestibular de Gestão da Informação da UFPR. “Esse é o meu segundo ano de cursinho. Concluí o ensino médio em 2006 e no ano passado fiz o semi”, conta.

Willian Diego Pedrozo, 19 anos, preferiu cursar o semi pela formação mais direcionada. “Fiz cinco meses de cursinho no ano passado, paralelamente ao terceirão, fiquei muito satisfeito com o curso e esse ano optei pelo mesmo modelo. No extensivo a matéria é vista mais profundamente, em um ritmo mais tranqüilo. Já no semi-extensivo, o ensino é mais focado”, compara.

Já Jocimara Aquiles Padilha, 21 anos, diz que optou pelo semi porque ele exige menor investimento financeiro do que o extensivo. Mesmo assim, a estudante acredita que a preparação não será tão completa quanto a oferecida em um cursinho de oito meses. “Talvez, por ter duração menor, haja algum tópico do conteúdo a que não se possa dar muita ênfase, mesmo que seja de interesse para o vestibular”, afirma. (MC)

De acordo com o diretor do Curso Expoente, Renaldo Franque, há principalmente três perfis de aluno que procuram esse modelo de cursinho: estudantes que concluíram o ensino médio, prestaram o vestibular e não passaram; alunos do terceiro ano do ensino médio que buscam reforçar a aprendizagem no período em que não estão no colégio; e universitários que desejam mudar de curso.

Outro fator que determina a procura pelo semi, segundo o diretor do Curso Dom Bosco, Ari Herculano de Souza, é o econômico, pois o investimento financeiro é menor do que o exigido no extensivo.

Em um curso tão rápido como o semi, enfatiza Souza, é preciso manter um ritmo de estudos diferente daquele do extensivo. “O aluno precisa, em primeiro lugar, não faltar a aula alguma, pois poderá perder a seqüência dos conteúdos”, alerta. Mas assistir às aulas não é o suficiente para quem deseja obter sucesso no vestibular.

“O aluno terá de dedicar mais horas de estudo em casa”, recomenda a diretora pedagógica do Curso e Colégio Unificado, Luciana Litz. Para Brandalize, o estudante deve reservar pelo menos cinco horas diárias para a revisão das disciplinas vistas em sala de aula, ler jornais ou revistas e participar das aulas de assistência.