Um grupo de cientistas americanos e

equatorianos descobriu dezenas de novas espécies de animais na costa

oeste do Equador.

Entre as novas espécies estão as cobras "sugadora

de caracóis" e "sugadora de lesmas". Um exemplar similar à primeira só é

encontrado no Peru, enquanto que uma espécie parecida com a segunda só

foi vista no Panamá, bem mais ao norte. Nas várias expedições que

realizou na região desde 2007, o grupo registrou 6 mil espécies na

floresta tropical da região e tirou 25 mil fotos.

O líder da pesquisa, Paul Hamilton, da organização Reptile &

Amphibian Ecology International, explicou que o objetivo da expedição

era identificar novas espécies e criar recomendações de como

preservá-las.

A expedição também descobriu 30 novas espécies de anfíbios anuros de

florestas tropicais. Esses anfíbios se diferem por não jogarem seus ovos

na água, onde os girinos nasceriam e se desenvolveriam. As espécies

descobertas depositam seus ovos em árvores.

Além de espécies que ainda não eram conhecidas pela ciência, o grupo

também localizou muitos animais já conhecidos, mas seriamente ameaçados

de extinção. Um minúsculo lagarto que cabe na borracha de um lápis e a

perereca-de-vidro são exemplos de seres raros que foram registrados

pelos pesquisadores. A surucucu, a mais longa das cobras peçonhentas,

também foi fotografada.

A maior parte dessas descobertas foi feita na região de Pata de

Pájaro, que, segundo os pesquisadores, vem sofrendo com o desmatamento

gerado pela criação de gado e pela extração de madeira, além da caça.

O pesquisador enfatiza ainda que há muito a ser descoberto no

Equador, em que vivem representantes de 16% das espécies animais do

mundo. "Esse estudo apenas atinge a superfície do que nós sabemos sobre

essa região. Há obviamente uma grande preocupação de que essas espécies

desapareçam assim que, ou mesmo antes que, elas sejam formalmente

descritas pela ciência", disse Hamilton.