Em seu primeiro vestibular, a Universidade da Integração Internacional

da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) vai ofertar 350 vagas em cinco

cursos de graduação: Agronomia, Administração, Enfermagem, formação de

professores nas áreas de Ciências Exatas e Humanas e, por fim, Energias

Renováveis e Não Renováveis.

Serão 70 vagas para cada curso. As outras

sete nacionalidades, todas africanas, terão cinco vagas cada uma ,

explica o presidente da comissão de implantação da Unilab, Paulo

Speller.

Os dados sobre os novos cursos é resultado de discussões

feitas em um seminário realizado nos últimos dois dias, em Fortaleza.

Essas informações devem ser oficializadas em uma nova reunião, que deve

acontecer no próximo dia 25, na sede do Ministério da Educação (MEC).

O

processo seletivo para formação das primeiras turmas será composto por

uma prova objetiva de 60 questões baseada no Exame Nacional do Ensino

Médio (Enem), além de uma redação. As provas acontecem em outubro deste

ano e serão realizadas, ao mesmo tempo, em todos os países que compõem

a Unilab. As aulas estão previstas para começar no início do próximo

ano , afirma Speller. A Unilab será instalada no município de Redenção,

a 58 quilômetros de Fortaleza, em um campus universitário com área de

136 hectares.

Logo após a aprovação do projeto de lei da Unilab no

Congresso Nacional abriremos concurso público para a contratação de

professores e servidores técnicos administrativos , adianta a

secretária de Ensino Superior do MEC, Maria Paula Bucci.

Atualmente, o projeto de lei que cria a Unilab tramita na comissão

de finanças e tributação na Câmara dos Deputados, onde deve ser votado

na primeira semana de julho.

Restará ainda a aprovação na Comissão de

Constituição, Justiça e Cidadania, votação no Senado e sanção do

presidente da República para a criação da universidade. - Angola,

Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe,

Timor Leste e Brasil sã os países que compõem a Unilab.