MEC adota método para flagrar ‘chute’ nas respostas e aluno que acertar menos pode receber nota maior

Para obter bom desempenho no disputado Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano, o estudante não terá que simplesmente acertar as questões. Cada uma delas terá um grau de dificuldade e fórmula estatística vai considerar o fato de cada uma ter sido acertada ao acaso, ou por ‘chute’. Pelas novas regras, se o candidato deixar uma questão em branco, por exemplo, o sistema de correção identificará a ausência de resposta como erro. Assim, um estudante que acertar 50 questões, por exemplo, pode ter nota menor que outro que acertar 45, dependendo do grau de dificuldade dos itens corretos marcados.

Hoje, os candidatos vão poder conhecer como será a prova. Será divulgado na Internet (www.inep.gov.br) um simulado com 40 questões. O simulado tem dez questões para cada uma das quatro áreas avaliadas: Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Códigos e Matemática. Cada questão tem cinco itens, com apenas um correto. Também vai ser divulgado o gabarito. No entanto, os estudantes não poderão saber a nota verdadeira, porque o simulado tem menos questões.

Pelo menos 48 das 55 universidades federais utilizarão a nota do Enem em alguma etapa de seleção.