Um projeto de lei que está em votação na Assembleia Legislativa promete

facilitar a vida dos cerca de 4 mil alunos beneficiados pelo Programa

Nossa Bolsa, do governo estadual. Se os deputados aprovarem, os alunos

que têm bolsas de estudos em faculdades particulares não vão mais ser

obrigados a fazer um estágio não-remunerado durante o curso.

Além

disso, eles poderão reprovar em algumas matérias sem perder o

benefício. "Agora, o aluno vai poder custear do próprio bolso a matéria

em que reprovou, trancando as demais matérias para voltar no semestre

seguinte a ser beneficiado pela bolsa", explica o secretário de Ciência

e Tecnologia, Paulo Foletto. Segundo ele, essas medidas foram tomadas

para diminuir a evasão dos alunos.

"Muitos abandonavam a faculdade

porque precisam trabalhar. Não havia como exigir que fizessem um

estágio sem receber por isso", destaca o secretário. Critérios Foletto

explica que a nova lei foi baseada nos critérios do Prouni, do governo

federal, que também não estabelece a obrigatoriedade do estágio. Além

dessas mudanças, a nova lei também diminui a burocracia para a

inscrição no processo seletivo do Nossa Bolsa.

Se for aprovada, os

candidatos só terão que comprovar a escolaridade e apresentar

documentos na hora da matrícula, sem a necessidade de apresentá-lo

também no ato da inscrição. Como partiu do próprio governo, a lei só

precisa ser aprovada na assembleia para entrar em vigor. Ela deve

voltar à pauta do plenário hoje, já que não foi votada ontem.

Segundo o

secretário Paulo Foletto, as mudanças já vão valer para o próximo

processo seletivo, que deve ocorrer entre setembro e outubro deste ano.

A seleção será feita com base no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem)

de 2008 e 2009. O benefício Quem pode. Alunos que tenham feito todo o

ensino médio em escola pública Seleção.

A classificação é feita com

base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) Estágio. Com a

aprovação da nova lei, o estágio não-remunerado deixa de ser

obrigatório Reprovação. Agora, o aluno vai poder reprovar em até 25%

das matérias oferecidas desde que pague a disciplina por fora da bolsa

Burocracia.

Também só vai ter que comprovar os critérios na hora da

matrícula e não na inscrição