Dentro de dois anos, se tudo der certo, estará a

pleno vapor a primeira expansão fora da Capital da Universidade Federal

do Rio Grande do Sul (UFRGS). A maior universidade do Estado, a mais

disputada entre os egressos do Ensino Médio, receberá os primeiros

recursos do Ministério da Educação (MEC) para a criação do campus

Litoral Norte. Trata-se de um projeto ambicioso que promete abrir uma

nova fase no Ensino Superior gaúcho.

– O Litoral Norte está crescendo muito e tem grandes potencialidades.

Termos o nosso primeiro campus à distância lá é estratégico. O mais

importante foi que todo esse processo avançou com a iniciativa e o apoio

da comunidade local por meio dos prefeitos, vereadores e deputados –

diz o vice-reitor da UFRGS, professor Rui Vicente Oppermann.

Na semana passada, em Brasília, o secretário-executivo do MEC, José

Henrique Fernandes, confirmou a liberação de R$ 1,8 milhão para

financiar o projeto executivo do novo campus. O repasse oficializa a

expansão da universidade, mas ainda é pouco para todos os planos.

Nesse primeiro momento, será feita uma licitação para escolher a

empresa a ser responsável pelo projeto. A base administrativa será em

Tramandaí, em uma área oferecida pela prefeitura. Mas há planos de

unidades em diversas cidades graças à adesão à Universidade Aberta do

Brasil (UAB), um programa do MEC integrado por universidades públicas

para oferecer cursos de educação à distância.

Ainda sem data, o vice-reitor revela que haverá um evento para

apresentar todo o projeto da UFRGS aos prefeitos do Litoral Norte. Nesse

encontro, será revelado que os cursos a serem oferecidos no campus

Litoral Norte serão enquadrados em quatro grandes áreas: desenvolvimento

sustentável, saúde, serviços e formação. Não serão os mesmos cursos

tradicionais que os vestibulandos disputam em Porto Alegre. As opções

estarão voltadas às necessidades da região, estimulando que os egressos

façam carreira no Litoral.

– O vestibular também será diferenciado. As provas serão diferentes

daquelas para as graduações tradicionais, até para podermos incluir

questões voltadas às necessidades do Litoral Norte. Isso não será

problema, temos experiência nisso – afirma Oppermann.