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Dicas

Graduação em 2 anos

19 de setembro
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Escrito porRedação

Cursar uma graduação para ter um diploma de nível

superior parecia um sonho distante para muita gente até pouco tempo

atrás. Afinal, passar no vestibular e dedicar cinco anos à universidade

para conseguir o canudo não era uma possibilidade viável para muitas

pessoas.

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Esse cenário começou a mudar em 1996, quando a Lei de Diretrizes e

Bases do Ministério da Educação (MEC) regulamentou os Cursos Superiores

de Tecnologia.

– Eles já existiam desde a década de 1960,

mas perderam força dentro das universidades, que preferiram valorizar

as licenciaturas e os bacharelados – explica o coordenador do curso

Tecnológico de Gestão de Recursos Humanos da Faculdade Estácio de Sá,

Anderson Antônio Mattos Martins.

A retomada dos cursos tecnológicos pelas instituições de Ensino

Superior na década de 1990 foi uma resposta à necessidade do mercado de

trabalho, que buscava profissionais com formação mais prática do que

teórica. Mas os alunos não apareceram de uma hora para outra.

– Houve um certo preconceito e confusão com os cursos seqüenciais, que

não são de nível superior e não dão direito a seguir por uma

pós-graduação – relata Anderson Martins.

Por isso, o maior crescimento do setor ocorreu depois do ano 2000, com

o estabelecimento dos cursos de graduação tecnológica e a procura cada

vez maior desses profissionais por parte das empresas.

– Nessa década, eles cresceram muito e hoje viraram uma febre – comenta

o diretor regional do Senac-SC (Serviço Nacional de Aprendizagem

Comercial), Rudney Raulino.

O sucesso veio com uma grade curricular enxuta e a possibilidade de completar o conhecimento em uma pós-graduação.

No Rio Grande do Sul, em 2003, uma pesquisa do caderno Vestibular,

mostrou o crescimento de 200% na oferta desses cursos na rede privada

de Ensino Superior. Este ano, os currículos tecnológicos começam a

ganhar a adesão das universidades federais. A modalidade estreou no

concurso de inverno da Universidade Federal de Pelotas que ofereceu

vagas de tecnologia em Conservação e Restauro, Gestão de Cooperativas e

Viticultura e Enologia.

A vantagem apontada por professores e estudantes é a curta duração

dessas graduações. Os alunos dedicam de dois a dois anos e meio ao

curso e saem, na maioria das vezes, com emprego garantido.

– O curso tecnológico é voltado para o o mercado. Diferentemente do

bacharelado, que tem uma visão generalista com matérias de sociologia e

introdução a várias teorias, o tecnológico foca no que as empresas

precisam. Em quatro semestres, o estudante se forma em um nível

superior e segue sua carreira – sintetiza Raulino.

Hoje, segundo ele, 90% dos estudantes saem da faculdade com emprego

garantido. E aqueles que já estavam atuando profissionalmente quando

começaram a graduação conseguem melhores cargos nas empresas.

AS DÚVIDAS MAIS FREQÃœENTES

O que é um curso superior de tecnologia?

É um curso de graduação que abrange métodos e teorias orientadas a

investigações, avaliações e aperfeiçoamentos tecnológicos com foco nas

aplicações dos conhecimentos a processos, produtos e serviços. Como

todo curso de nível superior, ele é aberto a candidatos que tenham

concluído o Ensino Médio, ou equivalente, e que tenham sido

classificados em processo seletivo. Os graduados nos cursos superiores

de tecnologia denominam-se tecnólogos e são profissionais de nível

superior com formação para a produção e a inovação

científico-tecnológica e para a gestão de processos de produção de bens

e serviços.

O que é o Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia?

É um documento direcionado a alunos, instituições de Ensino Superior,

sistemas de ensino e público em geral, que reúne denominações de cursos

superiores de tecnologia consolidadas, descrições sintéticas do perfil

do egresso, carga horária mínima estabelecida e infra-estrutura

recomendada para o funcionamento desses cursos.

Cursos superiores de tecnologia que não constam no catálogo são irregulares?

Não necessariamente. Um curso superior de tecnologia pode ter sua

denominação ausente do catálogo e, mesmo assim, ser regular. Afinal, o

que define sua regularidade não é a presença de sua denominação no

catálogo, mas a validade dos atos legais (de autorização,

reconhecimento ou renovação de reconhecimento) que o regulam.

Tratando-se de cursos autorizados em caráter experimental ou no caso de

alguns cursos criados por universidades, as denominações não estarão

contempladas pelo catálogo.

Os tecnólogos podem cursar pós-graduação?

Os cursos superiores de tecnologia são cursos de graduação e, portanto,

conferem a condição primeira para cursar uma pós-graduação. No entanto,

usualmente, os cursos de pós-graduação estabelecem critérios

adicionais, geralmente relacionados às suas linhas de pesquisa. Tais

critérios deverão ser atendidos por todos os candidatos, sejam eles

egressos de um curso superior de tecnologia ou de qualquer outro curso

de graduação.

Fonte: Ministério da Educação

MEC começa a avaliar tecnológicos

A

modalidade do Ensino Superior que mais cresce nos últimos anos começou

a ser avaliada de perto em 2007 pelo Ministério da Educação (MEC).

Depois de catalogar os nomes dos cursos e anunciar a criação de

currículos em universidades federais, o ministério incluiu a graduação

no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade).

Os primeiros foram os das áreas de Radiologia e Agroindústria,

escolhidos por ter o maior número de alunos no país. No Estado, 11

cursos privados e um federal passaram pelo exame nas duas áreas. Todos

os que receberam notas (com alunos em início e final de curso) ficaram

acima da média.

Como eles foram no Enade

Instituição

Nota

Radiologia

Faculdade de Tecnologia IPUC

3

Faculdade de Tecnologia Saint Pastous

3

Universidade Luterana do Brasil

4

Agroindústria

Universidade Estadual do Rio Grande do Sul

4

* A nota (de 1 a 5)

Resume

seis variáveis importantes: média da prova do Enade, índice de

desempenho medido e o esperado (IDD), titulação e carga horária de

professores (informado pela instituição) e avaliação da infra-estrutura

e ensino (feita pelos alunos no questionário do MEC na hora do Enade).

Quem são os próximos

Marcado

para 9 de novembro, o Enade 2008 vai avaliar os tecnológicos em

Construção de Edifícios, Alimentos, Automação Industrial, Gestão da

Produção Industrial, Manutenção Industrial, Processos Químicos,

Fabricação Mecânica, Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Redes de

Computadores e Saneamento Ambiental.

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