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Resumo de Livro

Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá: resumo da obra

Em resumo:

  • Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá é um romance filosófico e crítico de Lima Barreto
  • A obra é narrada por Augusto Machado, após a morte do protagonista
  • Apresenta forte crítica à elite, ao racismo e à burocracia
  • Escrito em estilo satírico e com linguagem acessível
  • Obra relevante para vestibulares e estudos literários

Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá, de Lima Barreto, é um romance publicado em 1919 que se destaca pelo tom crítico, filosófico e reflexivo. A obra foge da estrutura tradicional de enredo e se constrói a partir de diálogos, memórias e observações sobre a sociedade brasileira do início do século XX.

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Muito presente em listas de leituras obrigatórias de vestibular, o livro aborda temas como desigualdade social, racismo, burocracia, elitismo e o desencanto com a vida moderna, tornando-se essencial para estudantes que desejam ingressar no ensino superior.

Continue lendo e saiba mais sobre o contexto da obra, principais personagens e estilo literário.

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Contexto da obra

O romance foi publicado pouco antes da morte de Lima Barreto, em um período em que o autor ainda enfrentava forte rejeição da crítica e das instituições literárias da época. A narrativa reflete o inconformismo do escritor com a sociedade elitista, racista e excludente do Brasil republicano.

Embora não tenha sido plenamente reconhecido em vida, Lima Barreto teve sua importância reafirmada posteriormente, e Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá é considerada por muitos críticos como uma de suas obras mais maduras.

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Resumo de Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá

A narrativa é conduzida por Augusto Machado, amigo íntimo do protagonista, que escreve uma espécie de biografia de Gonzaga de Sá após sua morte. Desde o início, o leitor sabe que Gonzaga já morreu, e a obra alterna lembranças, reflexões e diálogos entre passado e presente.

Gonzaga de Sá é um homem culto, pessimista e profundamente crítico da sociedade, até que começa a ver na morte sua única saída: “A morte tem sido útil e será sempre. Não é só a sabedoria que é uma meditação sobre ela – toda civilização resultou da morte”.

Bacharel em Letras, opta por uma vida simples como funcionário público, afastando-se das ambições sociais, do casamento e das convenções impostas pela elite. Ele observa o mundo com ironia e desencanto, acreditando que a educação apenas intensificou sua frustração com a realidade: “Longe de me confortar, a educação que recebi só me exacerba, só fabrica desejos que me fazem desgraçado, dando-me ódios e talvez despeitos! Por que me deram? Para eu ficar na vida sem amor, sem parentes e, porventura, sem amigos? Ah! Se eu pudesse apagá-la do cérebro!”.

Augusto Machado, ao contrário de Gonzaga que era uma figura associada à morte e à decadência, está preso à vida. Oposto ao amigo que sempre se isolou durante a vida de funcionário público e silenciou-se em sua sabedoria, Augusto Machado quer manter contato com as outras pessoas. Procura estabelecer comunicação com os outros mesmo através do livro que escreve e com isso tenta também vivificar o amigo, agora morto.

A história é toda tecida através de um diálogo entre o personagem e um interlocutor, em passeios pelo Rio de Janeiro, satirizando a burocracia e o pedantismo.

O livro foi editado por Monteiro Lobato, em 1919, pouco antes da morte do autor. A Academia Brasileira de Letras, que havia impedido sua entrada em 1919, premiou xx com menção honrosa no ano seguinte.

Principais personagens

M. J. Gonzaga de Sá

Protagonista da obra, é um intelectual desencantado, crítico e solitário. Representa o homem que não se encaixa na sociedade e enxerga na morte uma libertação diante das contradições da vida moderna.

Augusto Machado

Narrador da obra e amigo de Gonzaga. É quem reconstrói a trajetória do protagonista, mesclando admiração, afeto e reflexão crítica.

Temas principais da obra

  • Crítica à elite e à burocracia brasileira
  • Racismo e exclusão social
  • Desencanto com a educação e o progresso
  • Solidão intelectual
  • Conflito entre indivíduo e sociedade
  • Morte como reflexão filosófica

Esses temas reforçam o caráter social e existencial do romance, aproximando-o do pensamento crítico de Lima Barreto.

Estilo literário

A obra não segue um enredo linear tradicional. Nela, predominam diálogos reflexivos, observações filosóficas, tom satírico e irônico e linguagem simples, porém profunda.

Esse estilo aproxima o leitor das ideias do autor e reforça o caráter crítico do romance.

Importância de Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá para o vestibular

Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá é uma obra especialmente relevante para o vestibular porque sintetiza de forma clara as principais características do Pré-Modernismo brasileiro, movimento literário marcado pela crítica social, pelo questionamento das elites e pela exposição das contradições do país no início do século XX. 

Além disso, a obra se destaca por romper com o enredo tradicional, valorizando reflexões filosóficas, diálogos e observações sobre a sociedade, o que costuma ser explorado em questões interpretativas. Vestibulares frequentemente cobram não apenas o resumo da história, mas a compreensão do perfil psicológico das personagens, especialmente de Gonzaga de Sá, que representa o intelectual marginalizado e crítico do sistema.

Outro ponto importante é o estilo de escrita acessível, porém carregado de ironia e crítica, característica marcante de Lima Barreto. Entender esse estilo ajuda o estudante a reconhecer o autor em questões comparativas e a relacionar a obra com o contexto histórico da Primeira República. 

Perguntas frequentes (FAQ)

Sobre o que fala Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá?

A obra retrata a vida e as reflexões de um intelectual desencantado com a sociedade brasileira, abordando desigualdade social, racismo e crítica à elite.

Quem narra o livro Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá?

O narrador é Augusto Machado, amigo do protagonista, que reconstrói sua trajetória após a morte.

Qual é o gênero da obra?

Trata-se de um romance com forte caráter filosófico e social.

O livro tem um enredo tradicional?

Não. A narrativa é fragmentada e reflexiva, sem foco em ação ou conflito clássico.

Por que essa obra é importante para o vestibular?

Porque representa o pensamento crítico de Lima Barreto e aborda temas centrais do Pré-Modernismo brasileiro.

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