Com base na lista das instituições

que vão utilizar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como

única forma de ingresso e constarão no sistema de seleção unificado do

MEC, o caderno Vestibular destacou algumas opções de cursos que podem

despertar o interesse dos estudantes

Na Bahia, bacharelados interdisciplinares
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A Universidade Federal da Bahia, em Salvador, oferecerá cursos

tecnológicos e 900 vagas em quatro bacharelados chamados

interdisciplinares. A novidade não exige do estudante a escolha de uma

profissão. Ao ingressar, o candidato só precisa optar entre artes,

humanidades, saúde, ciência e tecnologia. Os cursos concedem diploma

superior para um número crescente de ocupações do mercado que não

exigem profissão específica, mas o conhecimento amplo. O bacharelado em

Humanidades também aparece na Universidade Federal dos Vales do

Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), em Diamantina, Minas Gerais, com

duração de três anos.

Engenharia, no ABC Paulista
- Na Universidade Federal ABC, em Santo André, o destaque está nas engenharias. Entre as modalidades oferecidas do curso estão

Aeroespacial, Ambiental e Urbana, Bioengenharia, Energia, Gestão, Materiais, Informação, Instrumentação e Automação e Robótica.

Medicina pelo país
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No sistema unificado, os candidatos ao curso de Medicina terão opção do

curso em pelo menos seis cidades brasileiras: Porto Velho (Unir), Porto

Alegre (UFCSPA), Pelotas (UFPel), Petrolina (Univasf), Manaus (UFAM),

Campina Grande (UFCG), Teresina (UFPI), São Luis (UFMA) e Rio Branco

(Ufac)

Cafeicultura, no sul de Minas
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O Brasil é o principal produtor e exportador mundial de café e o

segundo país consumidor do produto. O curso de Tecnologia em

Cafeicultura, de três anos, oferecido pelo Instituto Federal Sul de

Minas, foca a produtividade, a sustentabilidade e a qualificação

profissional para melhorar a qualidade dos cafés para um mercado

mundial. Conta com laboratórios de análise de solos, química, biologia,

topografia, estação climatológica e unidades de cafeicultura, produção

de sementes, formação de mudas e mecanização agrícola, entre outros.

Agroecologia, em Brasília
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O Instituto Federal de Brasília (IFB) inaugura o curso de Tecnologia em

Agroecologia, no campus Planaltina, onde já são oferecidos os cursos de

Agropecuária, Agroindústria e Guia de Turismo. Com duração de três

anos, o curso formará o profissional que planeja, analisa, executa e

monitora sistemas de produção agropecuária, considerando os aspectos de

sustentabilidade econômica, ambiental, social e cultural de modo

integrado, atuando nas mais variadas organizações.

Aquicultura no Espírito Santo
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A 190 quilômetros da capital Vitória, a rede do Ifet do Espírito Santo,

com 12 campi no Estado, prepara os alunos para a execução de projetos

técnicos, treinando para a realização de estudos de impacto ambiental,

na área da pesca, um dos mercados em alta com a nova Lei da Pesca e

Aquicultura, promulgada pelo presidente da República.

Arqueologia, no Vale do São Francisco
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O curso de Arqueologia e Preservação Patrimonial, da Univasf, está

localizado no campus Serra da Capivara, na cidade de São Raimundo

Nonato, região sudeste do Piauí. Este campus foi implantado nas

instalações da Fundação Museu do Homem Americano. O campo de estudo

está no Parque Nacional Serra da Capivara, que fica 30 quilômetros do

centro da cidade de São Raimundo Nonato. Entre os laboratórios e

oportunidades de estágio estão os laboratórios de indústria cerâmica,

restos orgânicos, paleontologia, arte rupestre e geoprocessamento.

Raridades em Minas Gerais
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Dois cursos oferecidos apenas pela UFRGS no Estado devem aparecer na

relação do sistema unificado. Engenharia de Minas abre vagas em Poços

de Caldas (Unifal), e Ciências Atuariais, em Varginha (Unifal).

Produção Cultural, no Rio de Janeiro
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No bairro de Nilópolis, no centro do Rio, o curso tecnológico de

Produção Cultural é destaque do Instituto Federal do Rio de Janeiro. O

curso forma profissionais para criar, planejar e executar programas,

projetos e eventos sociais, culturais e de lazer nas áreas de artes,

ciências e esportes. O produtor cultural atua nas áreas de lazer e

desenvolvimento social de empresas privadas, de órgãos públicos, de

ONGs e, também, como consultor autônomo.