Noções de primeiros socorros, de expressões artísticas (como dança e

teatro) e detalhes do cotidiano das grandes cidades, como degradação

ambiental e violência urbana.

Essas são algumas das novidades que serão

abordadas pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste ano. Os

alunos não poderão se surpreender se alguma questão exigir o melhor

procedimento de ajuda imediata para quem tem um mal súbito na rua, por

exemplo.

Os assuntos reforçam ainda mais o caráter

interdisciplinar da prova, conhecida por cobrar dos estudantes a

maneira de como usar o conhecimento adquirido no colégio do que

propriamente memorização de conteúdos. Isso significa mais estudo e

exigência de tempo de preparação dos estudantes. Os cursinhos não farão

grandes modificações em seu programa por conta dessas novidades.

O

coordenador do Projeto Universidade para Todos, José Vasconcelos,

avalia que a tendência é organizarem, durante os aulões, palestras

específicas sobre os novos conteúdos. "Há uma exigência no programa

sobre cultura africana, algo que é pouco estudado num programa

convencional. Mas podemos organizar aulas para ampliar isso. Além da

questão histórica desse assunto, podemos abordar a questão da atuação e

conscientização do movimento negro nos dias de hoje".

Já na

escola Leonardo Da Vinci, não haverá necessidade de palestras extras. O

diretor José Antônio Pignaton diz que os estudantes já recebem,

normalmente, conteúdo de cultura e arte (com aulas de teatro e música)

no programa normal do colégio. "Vamos elaborar um texto específicos

desses novos assuntos do Enem. Essa prova exige mais da interpretação

do aluno. Assim, ele deve ter hábito de leitura. Quem não lê não faz um

bom Enem", afirma.