A função básica do arquiteto é projetar. Um projeto arquitetônico nada mais é que uma solução espacial, tecnológica e estética, com cor, textura, volume e beleza.

Os desenhos são a forma de representar o que o arquiteto faz: definir ambientes e espaços. No entanto, a função deste profissional é muito mais ampla! Ele faz com que os espaços se encaixem entre si e exerçam sua função em harmonia.

O projeto de arquitetura envolve especificação de materiais, soluções tecnológicas e a definição da função e localização de cada elemento, levando em conta desde a orientação solar até a definição dos milímetros de um rodapé. Isso exige conhecimento técnico e estético.

Entenda a seguir o que faz um arquiteto e o que você precisa fazer para ingressar nessa profissão!

O que faz um arquiteto

A arquitetura é uma área ampla, com diversas subdivisões. Dentro da parte específica de projetos, o profissional pode trabalhar em:

Projetos luminotécnicos: Tratam da melhor forma de iluminar ambientes grandes ou pequenos, além de projetar iluminações especiais para eventos.

Projetos de interiores: Cuidam da  disposição dos móveis e dos espaços para circulação em um ambiente, levando em conta fatores como ergonomia, iluminação, acústica, decoração e térmica, de acordo com as necessidades das pessoas que irão ocupar o espaço.

Restauração: É a recuperação de casas e prédios antigos ou deteriorados, mantendo suas características originais.

Arquitetura ambiental: Desenvolvem projetos residenciais e comerciais que respeitem o meio ambiente, integrando-os às características naturais do local.

A lista não termina aqui. Há, por exemplo, arquitetos que cuidam de conforto acústico, projetos hospitalares, corporativos, educacionais e comerciais, entre outros.

O arquiteto ainda pode atuar na área de urbanismo, que é outra subdivisão da área, ou como paisagista – que não está exclusivamente ligado à jardinagem, mas também à criação do espaço externo.

O arquiteto pode trabalhar com criação de objetos, design e desenho industrial, passando, por exemplo, pela concepção de móveis.

Como você viu, há muitas atividades que um arquiteto pode desenvolver.  Tem até aquelas que não estão ligadas diretamente à Arquitetura: funcionalismo público, fiscalização de obras e administração de empreendimentos, por exemplo.

A área é tão dinâmica que permite ao arquiteto cuidar da comunicação visual, tanto de edificações como de uma cidade inteira. Também pode atuar na chamada arquitetura efêmera, que consiste na organização e montagem de feiras, estandes, vitrines e exposições.

Outra área relativamente nova e muito interessante está ligada ao design de games. Aqui, o arquiteto é responsável pelo projeto de cenários virtuais. Há também a possibilidade de atuação na área acadêmica, como professor ou pesquisador.

Mercado de trabalho e remuneração na área de Arquitetura

O mercado de trabalho oferece boas oportunidades na área, principalmente nas cidades que têm grande demanda por habitação e infraestrutura.

Recentemente, a preocupação com a ocupação dos espaços públicos das cidades vem exigindo a revitalização e criação dessas estruturas, o que é outro campo de trabalho florescente e interessantíssimo. Há também uma grande procura por profissionais em cidades que exigem laudo técnico antes da reforma de interiores.

Segundo a Lei 4.950-A/66, a remuneração mínima de um arquiteto deve ser de 6 salários mínimos por um período de trabalho de 6 horas. No entanto, esse piso dificilmente é observado. Muitos fatores definem a renda do arquiteto: nível de formação do profissional, localização, tempo de formação, etc.

De acordo com o Site Nacional de Empregos (Sine), a média salarial nacional para um arquiteto sênior em um grande escritório é de R$ 9.700. Para chegar lá, é preciso suar bastante a camisa e investir continuamente em especialização para conseguir um destaque em meio a tantos outros no mercado de trabalho.

Há diversos tipos de especialização e já citamos algumas na primeira parte deste artigo, mas trazermos a seguir outras que surgiram graças à tecnologia e que estarão em alta nos próximos anos:

Especialista em BIM: É o arquiteto responsável por utilizar o “Building Information Modelling”, ou “Modelagem de Informações da Construção”. Trata-se de criar modelos digitais das construções com grande precisão – uma maquete virtual “turbinada”.

Social Media de Arquitetura: Profissional que comunica as principais ideias dos arquitetos ou do escritório, mostrando a qualidade dos projetos. Deve ser capaz de escolher os canais adequados de comunicação com o público, uma linguagem adequada para a rede, criar uma comunidade de seguidores e gerar engajamento. O profissional pode seguir uma especialização em Comunicação ou Marketing, ou realizar cursos livres.

Designer de Motion Graphics: Escritórios e profissionais que investem em vídeos e animações para transmitir ideias estão aumentando, devido à capacidade maior de representar o estilo e as dimensões dos projetos. Para isso, é necessário formação em Arquitetura e especialização em Motion Design – uma combinação muito bacana!

Designer de Imagens Tridimensionais: Assim como vídeos, os escritórios de arquitetura também estão utilizando projetos em 3D. Os arquitetos que seguem por esse caminho precisam ter amplos conhecimentos em modelagem, iluminação e renderização. É preciso investir em uma especialização em Computação Gráfica.

Outra dica para quem quer se dar bem no mercado de trabalho é aprender a operar softwares como o Autocad, que auxiliam no desenvolvimento de projetos. Algumas faculdades já oferecem as aulas em suas grades, mas se não for o caso, é interessante procurar um curso livre!

Como se tornar arquiteto

Para se tornar um profissional da área, é imprescindível ter diploma de curso de Arquitetura emitido por uma instituição de ensino reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC) e ser registrado no Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR). Sem o registro não há como o arquiteto emitir a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), documento obrigatório que assegura a responsabilidade técnica do encarregado de determinada obra.

O curso de Arquitetura

O curso de Arquitetura dura cinco anos e, além do vestibular, algumas faculdades exigem a realização de uma prova específica de desenho.

Com uma grade curricular que combina Ciências Humanas e Exatas, há matérias mais técnicas (como Métrica, Hidráulica e Cálculos Estruturais) e disciplinas como História da Arte, História da Arquitetura e Antropologia. Há também conteúdos específicos da área, como Projeto de Arquitetura, Projeto de Interiores, Urbanismo e Paisagismo.

É importante ter um domínio intermediário de técnicas de desenho. Se esse não for seu forte, basta treinar e se aprimorar! É indicado fazer um curso livre de desenho de observação ou desenho de expressão. O arquiteto não tem que ser artista, mas vai precisar de uma certa habilidade para expressar suas ideias claramente nos projetos!

O estágio é obrigatório.  É indicado começar a estagiar o mais cedo possível para acumular experiência em projetos e identificar qual área da Arquitetura tem mais a ver com você.

Para se formar, é obrigatória a apresentação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Onde estudar para se tornar arquiteto

Confira algumas instituições autorizadas pelo MEC a oferecer o curso de Arquitetura:

Centro Educacional Anhanguera (ANHANGUERA) 

Universidade Estácio de Sá (UNESA) 

Centro Universitário UNISEB (UNISEB-Estácio) 

Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL)

Universidade Cidade de São Paulo (UNICID)

Universidade de Franca (UNIFRAN)

Centro Universitário do Distrito Federal (UDF)

Universidade Norte do Paraná (UNOPAR)

Faculdade Unime (UNIME) – na Bahia 

Faculdade Pitágoras (PITÁGORAS) – em Minas Gerais

Veja também:

Qual o salário de um arquiteto?

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