O Brasil é um dos maiores consumidores de jogos eletrônicos do mundo e a previsão é de que o mercado nacional de games movimente R$ 4 bilhões até 2016 (dados da consultoria PricewaterhouseCoopers). Se você curte games e ainda não decidiu qual profissão seguir, vale a pena considerar entrar nesse mercado promissor.

Melhores Cursos de Games

A maior parte dos cursos superiores voltados ao design e desenvolvimento de games no Brasil forma tecnólogos. São 47 cursos de graduação tecnológica em atividade registrados no MEC. O curso de Jogos Digitais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) é considerado a melhor graduação tecnológica pelo MEC, com nota 5. Outras faculdades bem avaliadas pelo MEC que oferecem o curso de Games são:

A Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), oferece um curso sequencial de Modelagem Gráfica e Jogos de Computador e o único curso de bacharelado nessa área registrado no MEC é o Curso de Design de Games da Universidade Anhembi Morumbi.

Embora um curso de games pareça a melhor opção para quem deseja trabalhar na área, vale lembrar que a criação e produção de games é um processo complexo, que envolve várias áreas do conhecimento. Por isso, quem faz outros cursos superiores, como Engenharia de Computação, Design Gráfico, Matemática, Física, Comunicação Social, Cinema, Música e até mesmo Arquitetura também pode fazer parte de uma equipe de desenvolvimento de jogos eletrônicos.

Outra opção para quem quer trabalhar com games é fazer uma pós-graduação na área. O Senac SP, por exemplo,  oferece a pós em “Games: Produção e Programação,  com duração de 408 horas e disciplinas que envolvem animação, inteligência artificial, projeto de interface, efeitos sonoros, jogos para celulares e empreendedorismo. Especializações com menor duração também são oferecidas no Brasil, caso do Curso de Atualização em Game Marketing  da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Carreira em Games

O mercado de jogos eletrônicos emprega profissionais de diferentes níveis e áreas do conhecimento. Existe, obviamente, uma demanda constante por programadores e desenvolvedores de software, mas a área engloba também habilidades que estão mais para a área de humanas do que para a de exatas, como é o caso de roteiristas e músicos. Jogos educativos e corporativos normalmente envolvem a participação de um especialista naquele assunto (como jogos na área de finanças, por exemplo), um profissional que pode atuar como consultor no projeto e não necessariamente trabalhar diretamente com games em seu dia a dia.

Além disso, uma empresa de games, como qualquer outra, precisa de uma estrutura de apoio para funcionar, com equipe de recursos humanos, jurídico, financeiro, administração, negócios e operações, só para citar algumas.

Para desenvolver um jogo eletrônico, são necessários vários profissionais para as fases de criação, desenvolvimento, implementação e operação.

Entre as funções de uma equipe que trabalha na fase de criação de games, podemos citar:

  • Design de Games
  • Roteiro
  • Storyboard
  • Planejamento de objetos
  • Design de interface
  • Design Gráfico
  • Animação
  • Modelagem 3D
  • Áudio
  • Efeitos especiais

Já para a parte técnica do desenvolvimento do jogo, que envolve mais programação, são utilizados especialistas em:

  • Programação
  • Análise de Sistemas
  • Arquitetura de Informação
  • Engenharia de Software
  • Design de Plataforma
  • Inteligência Artificial
  • Arquitetura de Servidor

Para a fase de implementação de um game, são necessários profissionais de produção, produção executiva, qualidade e programação. E em operações encontramos especialistas em controle de qualidade, testes e suporte.

Vale lembrar que, no Brasil, a maioria dos profissionais que trabalham na área de games tem curso superior, mas o fato de não ter ainda uma graduação não deve ser encarado como impedimento. Profissionais de nível técnico, autodidatas e tecnólogos também costumam ser contratados.